Caso Barney e Betty Hill - Pesquisas Posteriores

O Caso Barney e Betty Hill é um divisor de águas para a Ufologia Mundial, pois representou uma mudança radical na característica dos contatos entre humanos e os tripulantes dos misteriosos OVNIs

Página 10 - O Mapa Estelar


Página 11 - O Vestido Azul


Página 12 - Controvérsias


Por Claudio Tsuyoshi Suenaga para a Revista UFO 137 - Crédito das imagens: Revista UFO

Sumário:


 

 


Em Ufologia, honestidade é tudo. Ao copiar material deste site cite a fonte, assim como fazemos em nosso site. Obrigado!

 

Introdução

Por ocasião de sua abdução, em 19 de setembro de 1961, Betty Hill usava um vestido azul, de acetato, que foi usado pela primeira vez na viagem do casal e ainda não havia sido lavado. Ao chegar de viagem, Betty retirou o vestido, dobrou-o e guardou-o em seu armário, onde ficou por três anos. Ele apresentava-se rasgado e se Betty quisesse utilizá-lo novamente deveria mandar restaurá-lo. Entretanto, Betty esqueceu-se do vestido e só lembrou de verificá-lo em meados de abril de 1964, por ocasião das sessões de hipnose regressiva com o Dr. Simon.

Ao chegar em casa, ele pegou o vestido e resolveu jogá-lo fora. Felizmente pouco depois mudou de idéia e decidiu pendurá-lo no varal. Ao fazer isso constatou que o vestido estava muito manchado por uma substância rosa, especialmente ao longo da gola, em torno das mangas e na parte superior do corpete. Ao examinar melhor o vestido ela percebeu que a parte da costura da bainha estava rasgada, fazendo-a cair para vaixo e o forro do lado direito do vestido estava rasgado da cintura aos pés. A costura acima do ziper também foi seriamente danificada.

Em 1977, o pesquisador Leonard Stringfield, diretor de relações públicas da Dubois Chemicals, em Cincinnati, Ohio, se ofereceu para realizar análises no vestido de Betty, na Universidade de Cincinnati. A análise foi realizada sem que os técnicos soubessem a história envolvendo o vestido nem sua propriedade. A análise ficou pronta em meados de agosto do mesmo ano. Uma das análises, realizada a partir de raio-X fluorescente, revelou que no vestido havia traços de sódio, enxofre, cloretos e silício. As duas primeiras substâncias poderiam ser encontradas no vestido, mas cloritos e silício não deveriam ser encontrados na amostra. Outro teste realizado foi o de espetroscopia de emissão, que revelou que haviam grandes quantidades de sódio, alumpinio, ferro e magnésio presentes no tecido, além de pequenas quantidades de manganês, calcio e silício. A análise do misterioso pó rosado revelou que era composto por hidrocarbonetos orgânicos indeterminados.

Posteriormente outros testes adicionais foram realizados. Um novo texte de Raio-X fluorescente revelou que havia diferenças na composição elemental entre a parte da frente e a parte de trás do vestido. Uma outra análise retirou dois pedaços quadrados, de aproximadamente 6,5 cm, um da parte da frente e outro da parte de trás do vestido. Ambas foram colocadas em solução concentrada de ácido nítrico misturada com ácido sulfúrico onde dissolveram. Após isso, a solução resultante foi analisada por espetroscopia de emissão onde foram detectados traços de cobre, cálcio, silício, magnésio e ferro, em ambas as amotras.

Vários métodos foram testados e utilizados para tentar reproduzir a mancha encontrada no vestido. Foram utilizados a seco e a molhado, principalmente cloro, ácidos diversos, tratamento básico, à luz ultravioleta (com um dia de exposição) e lámpada solar (um dia de exposição). Nenhum dos métodos conseguiu reproduzir a mancha observada no vestido. O método que chegou mais perto foi o tratamento à base de ácido, mas ele ficou branco descorado, e não avermelhado.

Um outro cientista, que desejou permanecer anônimo, realizou análises no vestido e concluiu que o mesmo não tinha qualquer traço de pólen ou material microorgânico do tipo esporos, embora seja provável que a origem da mancha seja biológica.

A química-análitica Phillis Budinger, da BP-Amoco, também realizou análises no vestido. Na época ela tinha 35 anos de experiência na industria química e na análise quimica. Entre novembro de 2001 e outubro de 2003 ela realizou numerosos testes em amostras do vestido. Ela concluiu que as áreas manchadas foram revestidas com material biológico proveniente principalmente de proteínas e uma pequena quantidade de óleo natural. Esta proteina atacou as fibras e o corante nas amostras de tecido, resultando em descoloração e deixando a estrutura das fibras mais flexível. As análises indicaram que estas proteínas não tem origem em Betty Hill, tendo vindo concerteza de uma fonte externa. A análise de pH, revelou que a área manchada tinha um teor mais elevado de ácido do que áreas não manchadas. Na análise microscópica ela encontrou traços de poeira doméstica, pêlos de animais, fibras de outras roupas, entre outras coisas, indicando que o mesmo esteve guardado durante longo tempo.

A análise expectral infravermelha também indicou a presença de proteínas na área manchada, com maior ação na área externa do que interna, confirmando que as proteínas tiveram origem externa. As análises de extratos de hexano e de água revelaram que áreas manchadas produziram uma quantidade maior de material solúvel do que áreas não manchadas, além de uma certa quantidade de óleo natural. Os extratos de água foram particularmente interessantes. Eles tinham um baixo peso molecular e quando agitados produziam espuma, sugerindo a presença de substâncias com propriedades semelhantes ao do detergente. Isso não ocorria com amostras não manchadas. Outro detalhe curioso encontrado nestaa análise é um odor fétido encontrado em todos os extratos de água das amostras manchadas e que estavam ausentes em amostras de tecido não manchadas.

Com todos estes testes realizados, Budinger especulou sobre origem dos danos e das manchas verificadas no vestido. Durante sua abdução, Betty descreveu um odor desagradável a bordo do aparelho, ao qual ela não pode identificar. Budinger especula que a emissão respiratória dos tripulantes e suas eliminações oleosas acabaram por depositar-se no vestido de Betty. Além disso, as manchas nas mangas e no corpete encaixam-se perfeitamente com a descrição de Betty dos momentos iniciais da abdução, em que tentou reagir à abdução. Diante disso, dois tripulantes agarraram os braços de Betty com firmeza, um de cada lado. Precisamente onde estes seres seguraram Betty, existem manchas rosadas. Pouco depois, um dos seres puxa o vestido de Betty para baixo e justamente onde ele segurou o vestido existem manchas. Na manhã seguinte, outras áreas do vestido foram impregnadas e consequentemente manchadas quando Betty Hill dobrou o vestido para guardar no armário. Durante os testes realizadas por Budinger, foi constatado que existia umidade nas áreas manchadas e essa umidade poderia ter criado um ambiente para que as proteínas tenham se mantido vivas por um longo tempo, resultando posteriormente no resíduo de pó rosa e a mancha presentes no vestido.

Bundiger contou com a colaboração de um especialista em Bioquímica, que realizou análises de DNA nas amostras de tecido e no sangue de Betty Hill. Esta análise encontrou três depósitos de material com DNA. O primeiro, encontrado na parte de cima da manga esquerda e identificado como sendo de um alpha-proteobacterium; o segundo, encontrado na área da axila no vestido, identificado como sendo de Barney Hill e o terceiro, encontrado na parte da frente do vestido cuja origem é incerta, podendo ser de um ser humano, ou um animal terrestre, mas algo perfeitamente natural e seguindo padrão terrestre.

Um ultimo teste foi realizado no Pinelandia Biophysics Laboratory, em Michigan, para verificar se as substâncias encontradas na área manchada do vestido teriam propriedades germinativas. Para isso, as amostras foram encharcadas em água que depois foi aplicada à sementes de trigo colocadas em papel umedecido em Placas de Petri. Nesse estudo constatou-se as sementes irrigadas com água proveniente das amostras manchadas germinaram e cresceram com maior rapidez do que aquelas irrigadas com água provenientes das amostras não manchadas. Em sete dias estas plantas estavam significativamente maiores do que a amostra de controle. Os testes foram repetidos, desta vez comparando com amostras irrigadas com água convencional e os resultados se repetiram: as plantas irrigadas com água proveniente das amostras de tecido afetadas cresceram num rítmo muito rápido enquanto as outras amostras cresceram num rítmo convencional.

Os dados provenientes das análises envolvendo vestido azul de Betty são mais uma comprovação a favor do relato do casal Hill, que contra a sua vontade foram levados à bordo de um OVNI onde passaram por exames fisiológicos. Sua experiência ainda hoje surpreende e chama a ateção das mais variadas pessoas de todo o planeta.


Vestido de Betty Hill, tendo ao centro sua cor original, as mangas e nas laterais, uma coloração avermelhada produzida por um pó rosado
 

 

Conheça este caso mais detalhadamente acessando nosso menu abaixo:


 
Os Protagonistas
Quem são Barney e Betty Hill? Conheça um pouco de sua história.

Os Pesquisadores
Ao longo dos anos vários foram os pesquisadores que investigaram o caso. Conheça os principais.

A Abdução
Saiba como foi a experiência lembrada a nível consciente por Barney e Betty Hill.

Os Pesadelos de Betty Hill
Após o episódio de abdução Betty começou a ter vários sonhos vívidos e reveladores sobre sua experiência.

A Investigação
Diante de tantos mistérios envolvendo suas experiências, Barney e betty Hill iniciam suas próprias investigações.

As Hipnoses Regressivas
Barney e Betty finalmente se submetem à hipnose regressiva para vencer o bloqueio mental e seus efeitos.

Entrevista com Betty Hill
Betty Hill em entrevista para uma revista americana.

As Evidências
Conheça as evidências que confirmam a veracidade do caso Hill.

Os Abdutores
Quem são os tripulantes da nave que abduziu o casal? Conheça suas características.

O Mapa Estelar
Saiba como foi a investigação envolvendo o mapa estelar visto e desenhado por Betty Hill.

O Vestido Azul
O vestido que Betty usava quando foi abduzida é analisado e o resultado é supreendente.

As Controvérsias
O Caso Hill gerou controvérsia e debates acalorados entre céticos e ufólogos.

Galeria do Caso
Fotografias, imagens e desenhos referentes ao caso.



Comentários (4)

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José Carlos (Sorocaba, Brazil) diz...
Tenho uma matéria dessa em uma revista ufológica aqui na minha casa.
1 June 2017 22.56
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Cláudio (Atibaia) diz...
Este é um dos maiores casos da Ufologia mundial. As estranhas luzes vermelhas nas "pontas" do objeto, foram relatados por um avistamento testemunhado pelo meu cunhado recentemente. Ele disse claramente que o objeto que ele avistou tinhas duas luzes vermelhas nas pontas. Muito intrigante.
13 July 2016 18.16
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ana clara (balsas maranhao) diz...
ADOREI , SEMPRE VOU FAZER MINHAS PESQUISAS NESSE SITE , DEMAIS
8 July 2016 21.07
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Julio Cesar (São Paulo) diz...
Eu adoro o caso Varginha e o caso Barney e Betty Hill.o caso Hill é o caso Ufológico que eu mais gosto e vi o documentário sobre esse caso duas vezes e é o caso que eu conhece mais,posso até contar esse caso para alguém,pois sei de cór.parabéns,quem adora Ufologia não pode esquecer desse caso e voce é um desses que não esqueceu.te considero muito jackson.e fala pro seu aluno da aula de informática que agradeço muito a ele por passar o msn e o seu orkut(o Lucas). :D
6 July 2016 14.57
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Referências:

- Livros
  • FRIEDMAN, Stanton e MARDEN, Katheleen. CAPTURED: The Betty and Barney Hill UFO Experience. New Jersei: New Page Books, 2007.
  • DURRANT, Henry. Primeiras investigações sobre os humanóides extraterrestres. Tradução de Luzia D. Mendonça. São Paulo: Ed. Hemus,1980.
  • MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. Contactos Alienígenas. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.
  • MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. O Fenômeno OVNI. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.
  • NOBILE, Peter. UFO, Triângulo das Bermudas e Atlântida - O que há de verdade. Tradução de Gilson Cesar Cardoso de Souza. Melhoramentos: 1979.
  • HYNEK, J. A. Ufologia, Uma Pesquisa Científica. Uma apreciação crítica do problema dos UFOs/OVNIs pela mais alta autoridade no assunto.Tradução de Wilma Freitas Ronald de Carvalho. Rio de Janeiro: Editora Nórdica, 1972.

 


- Boletins
  • B23 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 26-27
  • B46 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 90-93
  • B63 - Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 1975
  • B64 - PEREIRA, Jader. Tipologia dos humanóides extraterrestres. Coleção Biblioteca UFO, nº 1, Março 1991.

 


- Artigos de Revistas
  • SBEDV. Contatos com extraterrestres no Brasil. Revista UFO, Campo Grande, nº 6, p.20-2, nov/dez 1988.
  • LAUDA, Jaime. O Caso Villas-Boas revisado. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, nº 3, p. 13-15, julho/agosto 1985.
     

 


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