Caso Chupa-Chupa e Operação Prato - O Início do Fenômeno

Chupa-chupa é o apelido dado ao conjunto de ocorrências que tiveram lugar em parte de Estados do Norte e Nordeste Brasileiro a partir de 1977. Caracterizava-se por um objeto voador luminoso, em alguns casos tripulados ou com manifestação claramente inteligente, que focava um feixe de luz em moradores das regiões afetadas. Estes se mostravam debilitados e assustados. Tal conjunto de ocorrências gerou pânico nas localidades afetadas obrigando à Força Aérea Brasileira a iniciar uma operação de estudo e acompanhamento do misterioso fenômeno.
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Página 1 - O Caso da Ilha do Caranguejo


Página 2 - O Início do Fenômeno


Página 3 - A Fase Gurupi


Por Jackson Luiz Camargo - ufojack@yahoo.com

Sumário:


 

 


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Introdução

O período mais intenso do chamado Fenômeno Chupa-chupa ocorreu entre os últimos meses de 1977 e nos primeiros meses de 1978. Entretanto, os acontecimentos não estiveram restritos à este período em específico. As áreas afetadas pelos acontecimentos ha tempos vinham sendo palco de avistamentos convencionais, quase sempre ocorridos a noite, onde não havia uma aproximação maior entre fenômeno e testemunhas. Foi a partir de 26 de abril de 1977 que os fenômenos passaram a ser mais agressivos ocasionando lesões e efeitos fisiológicos nas pessoas envolvidas. Alguns casos, infelizmente, resultaram na morte de algumas pessoas e pânico generalizado em moradores das áreas afetadas.

Os estados afetados pelo misterioso fenômeno foram: Amazonas e Pará, na região Norte; Maranhão e Piauí, na região Nordeste. Atualmente, de posse de informações tanto originadas no meio civil, a partir de pesquisadores, jornalistas e demais profissionais que estiveram envolvidos com os acontecimentos, como no meio militar, através da Operação Prato, podemos identificar claramente um modo de atuação inteligente por trás do fenômeno. Ele começou nos estados da região Nordeste, evoluindo até os estados da região Norte, através de faixas de atuação.

O primeiro que ganhou ampla repercussão ocorreu na já citada data de 26 de abril de 1977. Nesta data, quatro pescadores seguiram de barco até as proximidades da Ilha dos Caranguejos, no Maranhão, onde passariam a noite, devendo retornar no dia seguinte. Naquela fatídica noite, uma luz intensa posicionou-se sobre o barco. O resultado foi trágico. Um dos pescadores estava morto e outros dois muito feridos e debilitados. Apenas um dos pescadores estava fisicamente bem, mas a muito custo conseguiu trazer o barco novamente a São Luis, de onde partiram. Este caso, que ficou conhecido como o Caso da Ilha dos Caranguejos, foi o primeiro de uma série de estranhos e assustadores eventos que despertaram a atenção das autoridades brasileiras que criaram uma operação especial para investigar estes casos. A Operação Prato, como ficou conhecida, entrevistou centenas de testemunhas e vítimas do fenômeno, documentou os ferimentos nos corpos das pessoas vitimadas e vários dos efeitos resultantes destes fenômenos e teve sucesso em filmar e fotografar as estranhas luzes associadas à estes fenômenos.

Nas semanas e meses após o Caso da Ilha dos Caranguejos, começaram a circular notícias desencontradas sobre estranhas luzes que apareciam em lugares ermos, paralisavam as testemunhas e de algum modo extraíam sangue. Devido à precariedade das comunicações e do acesso à estes lugarejos, estas notícias passaram desapercebidas do resto do país, isolando comunidades inteiras em noites de terror onde nem mesmo sua casa parecia ser segura.

O foco principal das aparições foi na região do Rio Gurupi, na divisa com o Estado do Pará. Cidades como São Vicente Ferrer, São Bento, Pinheiro e Bequimão concentraram a maior parte dos casos. Não demorou muito e alguns casos começaram a ocorrer também no lado Paraense, próximo à divisa com o Maranhão. Vários casos foram documentados em Vizeu, São José do Pintá, Augusto Correa, Bragança e Capanema.

Devido à gravidade dos relatos e a pânico que vinha surgindo nestas comunidades, a imprensa Maranhense e Paraense começaram a divulgar com mais ênfase as ocorrências. Entre os meses de junho, julho e agosto, foram publicadas em jornais impressos diversas sobre o fenômeno nas localidades afetadas. O Jornal O Estado do Maranhão, de 20 de julho de 1977, descreve:

"O aparecimento nos céus de Pinheiro de um objeto voador não identificado está causando suspense e pânico entre a população e estimulando imaginações que chegam até o ponto de haver quem afirme que o aparelho não identificado chega a aproximar-se das pessoas para estonteá-las com um jato de luz e retirar-lhes o sangue. Está definitivamente confirmada a presença nos céus da Baixada de um estranho objeto, e a população de São Luis vai ter oportunidade de se certificar disso quando ver o filme realizado aqui pelo cinegrafista da TV Difusora. O UFO que tem sido visto por milhares de pessoas desta região e mais insistentemente no espaço entre Pinheiro e São Bento, tem forma estranha semelhante à um Y e tem uma chama na parte inferior. O ambiente na região é de generalizado temor e as pessoas não ousam sair de noite face aos rumores de que, ao aproximar-se da terra, o UFO emite um jato luminoso de grande calor que queima a pele das pessoas".

Diante disso, o prefeito de Pinheiro na época, Maneco Paiva, enviou um ofício ao Comando da Aeronáutica em São Luis solicitando providências para evitar pânico generalizado na cidade. Os jornais divulgaram a notícia e informaram que o Comando enviou uma nota à Base Aérea de Belém que repassou ao Ministério da Aeronáutica. Mais ou menos nessa época teve início a segunda fase do Fenômeno Chupa-chupa, que concentrou-se ao norte do Pará, na região da Baía do Sol, atingindo as cidades de Vigia, Colares, Santo Antônio do Tauá e até mesmo nas cercanias da capital do estado, Belém.

A situação nestas regiões atingiu níveis ainda mais alarmantes. Com o surgimento dos casos na região e seu posterior aumento, os moradores mudaram seus hábitos, evitando sair da casa à noite para trabalhar. Em alguns casos reunindo-se em grandes grupos e fazendo fogueiras à noite para espantar o misterioso fenômeno. Como nada disso adiantou muitas pessoas decidiram deixar o local, abandonando tudo o que possuíam. Tal quadro de histeria levou o prefeito de Vigia a encaminhar um ofício ao 1º Comando Aéreo Regional, em Belém, onde relatou os acontecimentos e solicitou providencias. A resposta da Aeronáutica foi uma operação militar conhecida como Operação Prato.

Conheça este caso mais detalhadamente acessando nosso menu abaixo:

O Caso da Ilha do Caranguejo
O Caso da Ilha do Caranguejo é o marco inicial de uma onda de ações nocivas por parte de OVNIs, no Pará e Maranhão.

O Início do Fenômeno
O misterioso fenômeno Chupa-Chupa começou de forma mais intensa em meados de julho de 1977.

A Fase Gurupi
Na Fase Gurupi, os casos concentram-se na região do Rio Gurupi, divisa entre Maranhão e Pará. São Vicente Ferrer, Pinheiro e São Bento concentraram a maioria dos casos.

A Fase da Baia do Sol
Com a evolução do Fenômeno, as coisas tornaram-se mais calmas no Maranhão e o foco das ocorrências passou a ser o Norte do Pará, na chamada Fase da Baía do Sol.

A Operação Prato
Com a intensificação dos casos, a Força Aérea Brasileira iniciou uma operação para investigar as estranhas ocorrências.

Coronel Hollanda
Saiba mais sobre o Coronel Hollanda, comandante da Operação Prato.

Documentos Oficiais
Documentos oficiais, outrora secretos, da Operação Prato agora já liberados.

Fotografias
Conjunto de algumas das fotografias dos objetos envolvidos nos ataques.

O Chupa-Chupa - Padrões e Características
Padrões e características notáveis envolvendo o Chupa-Chupa.

Testemunhos
Conjunto de testemunhos envolvendo o Chupa-chupa.

Reportagens de Jornal
Coletânea de reportagens de jornais de época.

Entrevista com Daniel Rebisso Giese
Daniel Rebisso Giese - Boliviano de nascimento, é biomédico e funcionário do Governo do Pará, na área da saúde, o que lhe propiciou encontrar-se várias vezes, como profissional, com dezenas de testemunhas e vítimas de ocorrências ufológicas, algumas com quadros clínicos até graves. É autor do livro “Vampiros Extraterrestres na Amazônia” edição do próprio autor, Belém (PA) 1991. Conferencista e palestrante de inúmeros cursos e congressos de Ufologia, Daniel foi colaborador dos jornais O Estado do Paraná e Diário do Pará. Possui artigos publicados nas revistas UFO, Planeta, e Cuarta Dimension (Argentina).

Entrevista com a Dra. Wellaide Cescim de Carvalho
Wellaide Cecim Carvalho - médica sanitarista e diretora do Departamento de Programas Espaciais da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (PA), foi uma das raras profissionais da área de saúde a ter um contato direto com as vítimas de radiações emitidas por UFOs. Wellaide teve uma oportunidade ímpar durante sua permanência na Unidade Sanitária de Colares, quando assumia as responsabilidades de saúde da ilha.

Entrevista com o Coronel Uyrangê Hollanda
Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima - Este é o nome do primeiro oficial de nossas forças armadas a vir a público falar sobre as atividades de pesquisas ufológicas desenvolvidas secretamente no Brasil. Com nome de guerra Hollanda, chegando à patente de coronel reformado da Força Aérea Brasileira (FAB), foi ele quem comandou a famosa e polêmica Operação Prato, realizada na Amazônia entre setembro e dezembro de 1977. Foi ele quem estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o único projeto do gênero de que se têm notícias em nosso país.

Entrevista com o Jornalista Carlos Mendes
Carlos Mendes - Repórter do jornal O Liberal, de Belém, que cobriu o fenômeno Chupa-chupa.

Entrevista com o piloto Ubiratan Pinón Frias
Ubiratan Pinon Frias, piloto comercial e amigo de Hollanda. Participou da Operação Prato.

Os Anos Seguintes
Embora a grande onda ufológica relacionada ao chupa-chupa tenha ocorrido na segunda metade de 1977 e começo de 1978, inúmeros casos ocorreram após este período. Embora a Operação Prato tenha sido encerrada prematuramente, os militares continuaram investigando casos na região durante o ano seguinte. Além disso, inúmeros fatos posteriores chamam a atenção.


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YANA SUELEM (monte alegre PARÁ, Brazil) diz...
ACHEI QUE ESSA ENTREVISTA NUNCA FOSSE AO PUBLICO, POIS TIVE A HONRAR DE PARTICIPAR ESTA ENTREVISTA CM SR PINÓN , HA ALGUNS ANOS TRABALHEI NO JORNAL TRIBUNA DA CALHA NORTE, DO SR GENIVAL... E REALMENTE IMPRESSIONANTE ESSA ENTREVISTA, LEMBRO COMO SE FOSSE HOJE EM UM DIA DE DOMINGO,PASSAMOS A MANHA LHE ENTREVISTANDO NO ESCRITÓRIO DO JORNAL ! UM PRESENTE QUE O MESMO NOS DEIXOU ANTES DE PARTI DESTE MUNDO! SUA MEMORIA SERA SEMPRE LEMBRA E SUAS HISTORIAS TAMBÉM !
4 May 2017 16.21
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Francisco Valdir de Lima (Natal, Brazil) diz...
Olá, boa tarde!!!!! Ouvindo as explicações dadas pelo eminente pesquisador, Sr. Carlos machado, numa rangout realizada a poucos dias, dizendo que nesses ataques o sangue das vítimas, tem as hemácias retiradas ( há relatos que elas seriam compactadas e aglutinadas), eu fiquei imaginando que, quem faz isso (ETs????) parece que usa um processo elétrico magnético para esse fim, onde o, sangue seria drenado e uma vez que as hemácias contém ferro, então, esse fator poderia facilitar ou ... Leia mais
27 March 2017 15.21
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Fernando Augusto da S. Nascime (Cambé - PR, Brazil) diz...
Eu estava morando em Belém do Pará, na época da Operação Prato, meu pai trabalhava no Ministério da Aeronáutica. Em 1977, eu avistei o que o povo chamava de "chupa-chupa". Todos os anos, quando posso, vou à colares entrevistar alguns amigos que fiz por lá.
22 November 2016 07.38
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carlos monteiro (ananindeua - pará, Brazil) diz...
sou paraense e creio que tudo aconteceu de fato e continua acontecendo nos rios da amazonia ,o cabloco pescador some e falam que foi a cobra grande sera?
20 September 2016 23.22
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hiale (Juazeiro) diz...
Corajosa, independente, culta e sábia...não foi à toa que a Dra. foi escolhida por "eles" para contar a História.
9 August 2016 22.07
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Referências:

- Livros
  • PRATT, Bob. Perigo Alienígena no Brasil. Tradução de Marcos Malvezzi Leal. Campo Grande: CBPDV, 2003.
  • PETIT, Marco Antonio. UFOs: Arquivo Confidencial. Campo Grande: CBPDV, 2007
  • RANGEL, Mário. Sequestros Alienígenas. Campo Grande: CBPDV, 2007

 


- Boletins
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- Artigos de Revistas
  • GIESE, Daniel Rebisso. O Fenômeno "Chupa-chupa", na Amazônia. Revista UFO, Campo Grande, nº 7, p.13-14, abr/jun 1989.
  • ATHAYDE, Reginaldo. Extraterrestres atacam e matam no nordeste. Revista UFO, Campo Grande, nº 7, p.7-11, abr/jun 1989.
  • CPDV. Fotos de OVNIs da Força Aérea Brasileira (FAB). Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, nº 3, p. 10-11, julho/agosto 1985.
  • GIESE, Daniel Rebisso. Observações ufológicas no Litoral Paraense. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, nº 3, p. 11-12, julho/agosto 1985.
  • GIESE, Daniel. O Fenômeno "Chupa-Chupa": OVNIs atemorizam o estado do Pará. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, nº 5, p. 09-15, nov/dez 1985.
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  • EQUIPE UFO. Dossiê Amazônia: Continua a busca de informações sobre as ações militares na região. Revista UFO, Campo Grande, nº 115, p. 26-35, outubro de 2005.
  • EQUIPE UFO. O Impressionante Depoimento da Médica que Atendeu as Vítimas do Chupa-chupa. Revista UFO, Campo Grande, nº 116, p. 20-29, novembro de 2005.
  • CHAVES, Pepe. Como as assombrações da Amazônia se tornaram as assombrações de um homem: Coronel Uyrange Hollanda. Revista UFO, Campo Grande, nº 116, p. 30-36, novembro de 2005.
  • PETIT, M. A. Dossiê Amazônia: O ultimo depoimento de Uyrangê Hollanda fornece inspiração para reflexões. Revista UFO, Campo Grande, nº 117, p. 14-20, dezembro de 2005.
  • ATHAYDE, Reginaldo. Os ataques do chupa-chupa começaram no Ceará. Revista UFO, Campo Grande, nº 117, p. 22-23, dezembro de 2005.
  • GEVAERD, A. J. Não cedi às pressões dos militares. Revista UFO, Campo Grande, nº 117, p. 24-31, dezembro de 2005.

 


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