Caso Delphos

No final da tarde de 2 de novembro de 1971, um disco voador pousa na pequena cidade de Delphos, Kansas (EUA), deixando o solo calcinado.


Equipe CIPEX

Sumário:


 

 


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Introdução

Um dos mais importantes casos de pouso de OVNIs ocorreu no começo da noite de 2 de novembro de 1971, na pequena cidade de Delphos, no estado americano de Kansas, nos Estados Unidos. O conjunto de evidências associados ao caso o tornam um dos mais sólidos casos ufológicos já registrados.

O protagonista, um garoto chamado Ron Johnson, 16 anos na época, e seu cão, chamado Snowball, cuidavam das ovelhas da família quando sua atenção foi despertada por um estranho objeto voador que se aproximava. Este objeto tinha forma de cogumelo, tinha aparência metálica com várias luzes multicoloridas (laranja, vermelho e azul). O aparelho aproximou-se de Ron parando silenciosamente a aproximadamente 25 metros de distância, próximo à algumas árvores flutuando a poucos centímetros do chão. O objeto tinha aproximadamente 2 metros de diâmetro. Seu cão demonstrou quaisquer sinais de inquietação na presença do aparelho.

Assustado pelo que estava presenciando ele tentou chegar mais perto para dar uma olhada mas uma luz intensa oriunda do aparelho impediu que ele observasse melhores detalhes. Segundo Ron o objeto produzia um som alto como uma máquina de larvar vibrante. O brilho na parte de baixo do objeto aumentou de intensidade no momento em que este objeto começou a elevar-se no céu. Devido à intensa luminosidade Ron teve sua visão ofuscada durante a partida da nave. Ele apenas ouviu o estranho som que tornava-se mais agudo e alto conforme o objeto ganhava velocidade. Assim que sua visão melhorou ele correu de volta para casa da família e avisou seus pais, Ema e Durel. Por vários dias ele ficou com sua visão sensível à luz além de sentir uma dor de cabeça que durou vários dias.

Os pais de Ron vieram correndo até o local verificar o que havia acontecido. Eles ainda chegam a tempo de ver o objeto que ainda tinha o tamanho de uma lua cheia que desapareceu em seguida. Foi então que eles notaram que no local onde o objeto havia parado ficou uma marca circular brilhante. Nas árvores próximas também haviam algumas folhas brilhantes próximas ao circulo. As três testemunhas sentiram que o solo local estava de alguma forma afetado mostrando-se diferente do resto do ambiente. Era como se ele estivesse cristalizado. A mãe de Ron sentiu seus membros inferiores amortecidos como se estivesse anestesiada. O senhor Durel, que trabalhava em uma casa de repouso, também sentiu efeitos semelhantes em suas pernas e braços a ponto de impedi-lo de medir a pulsação dos pacientes. Na ocasião foram obtidas algumas fotografias da marca.

Ao amanhecer do dia seguinte a família imediatamente foi até o local do pouso do objeto. Havia chovido durante a noite e eles constataram fora da marca o solo estava úmido. Dentro do círculo também estava úmido, mas no anel brilhante estava completamente seco. Algumas semanas depois o inverno chegou e caíram os primeiros flocos de neve e fenômeno semelhante ocorreu: a neve depositava-se normalmente dentro e fora do circulo mas jamais no anel produzido pelo objeto. Investigadores coletaram amostras de solo tanto de dentro da marca quanto de fora dela e a submeteram à diversas análises. Através destas concluiu-se que no solo afetado a água não penetra.

O caso ganhou repercussão atraindo diversos jornalistas para a área. Um deles era Thaddia Smith, repórter do The Delphos Republican. Transcrevemos aqui o seu relatório:

O círculo continua muito perceptível e fácil de se ver. O solo está seco e incrustrado. O circulo ou anel tem aproximadamente 2 metros e meio. O centro do anel e o lado de fora ainda estão lamacentos devido à recentes chuvas. A área do anel que está seca tem aproximadamente 30 centímetros e está com uma coloração muito clara.

O objeto tinha esmagado uma árvore no chão, ou quando pousou ou quando decolou e parece que ele tinha quebrado uma parte de uma árvore viva quando pousou. O pedaço quebrado estava estranho. Seria normal ele quebrar se estivesse morta há algum tempo mas a casca a planta estava verde sob a casca e a área superior tinha folhas verdes presas nos galhos".

Mais tarde no mesmo dia o Xerife Enlow, o sub-xerife Harlan Enlow e o patrulheiro do estado do Kansas Kenneth Yager investigaram o anel depois de serem informados dos fatos por Thaddia Smith. Segundo Harlan Enlow "... nós observamos um anel moldado por algo sem dúvida comum buraco no meio. O anel está completamente seco com um buraco no meio e na parte externa cheias de lama. Tem galhos quebrados de uma árvore e uma arvore morta ali. Existe uma ligeira descoloração nas árvores".

Análises

Exames posteriores indicaram que o solo ficou afetado até uma profundidade de 30 centímetros. O anel em si era composto de uma substância esbranquiçada que foi levada para análise. A análise identificou um tipo de organismo intermediário entre bactérias e fungos que da família actiniomycete, gênero Nocardia, que quando estimulado por radiação ultravioleta emite luz junto com um fungo da ordem Basidomycetes.

Nas amostras de terra foram encontrados grandes variações nos minerais básicos.

Elemento Fora do círculo Dentro do Círculo Porcentagem de Variação
Zinco (Zn)

 

0.18 20.00 11111%
Manganês (Mn) 5.52 56.00 1014%
Magnésio (Mg) 87.00 730.00 839%
Ferro (Fe) 28.00 6.80 411%
Cálcio (Ca) 921.00 2400.00 263%
Cobre (Cu) 1.00 2.48 248%
Potássio (K) 940.00 1680 178%

As quantidades se expressam em partes por milhão.

O que poderia ter provocado tamanha alteração em uma área tão pequena?

Além da família Johnson existem outras pessoas na área que testemunharam a aparição do OVNI. Investigadores descobriram aproximadamente 40 pessoas na região que avistaram o estranho objeto naquela ocasião.

Nos dias seguintes ao contato, as ovelhas da família apresentaram-se muito agitadas correndo rapidamente para o abrigo e evitando o local onde se deu o pouso.


Ron Johnson, testemunha principal do caso

Marca produzida pelo OVNI

Representação do pouso do OVNI, em Delphos

Fotografia obtida 10 minutos após o pouso do OVNI

Fotografia obtida 42 meses após a aterrissagem

Gota d'água sobre uma amostra de solo afetado. Percebe-se que a água não penetra na amostra

Comparação entre solo afetado (à esquerda) e solo normal de fora da marca (à direita)

Testes de germinação em amostras afetadas (à esquerda, e não afetadas (à direita)


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Referências:

- Livros
  • STRINGFIELD, L. H., Situação Alerta: O novo cerco dos OVNIs. Tradução de Wilma Freitas Ronald de Carvalho. Rio de Janeiro, 1981.
  • MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. Contactos Alienígenas. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.

 


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