O Caso do Embornal - A Investigação do CEVAPPA

Um dos mais importantes casos de contato imediato da Ufologia Brasileira ocorreu em Baependi, sul de Minas Gerais, em 16 de maio de 1979.
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Página 1 - Resumo do Caso


Página 2 - A Investigação do CEVAPPA


Página 3 - A Pesquisa da SBEDV


Artigo original de Ubirajara Franco Rodrigues, publicado na revista OVNI Documento, nº 5, de out/ dez de 1979.

 

 


Em Ufologia, honestidade é tudo. Ao copiar material deste site cite a fonte, assim como fazemos em nosso site. Obrigado!

 

Introdução

O artigo a seguir foi publicado na revista OVNI Documento, nº 5, de out/dez de 1979. O autor, Ubirajara Franco Rodrigues apresenta em primeira mão os detalhes do caso do Embornal e sua investigação.

Dados Básicos

Investigação de campo: 12 de julho de 1979

Investigadores:

- Ubirajara Franco Rodrigues (relator secretário CEVAPPA);

- Malius de Figueiredo (Engenheiro eletricista – Coordenador de Pesquisas CEVAPPA);

- Francisco Antonio Romanelli (Advogado – Bibliotecário – CEVAPPA).

Local: Planície algo de possível pouso de UFO. Aproximadamente 6km, da sede da fazenda de propriedade da testemunha

Características: Local montanhoso destacado por imensa pedreira a nordeste da sede. O local do possível pouso situa-se após a transposição da pedreira. Cerca de 2 horas e meia a cavalo ou 3 horas a pé. Deve-se contornar o topo da pedreira ao se chegar a uns 30 ms deste, em sentido leste.

Tipo do terreno: planície com pequena mata, após depressão em seguida à transposição da pedreira. Solo de resistência boa. Capim-grama enraizado, baixo.

Metodologia utilizada: interrogatórios da testemunha no próprio local. Reconstituição do CE. Medição das marcas em comprimento, largura, profundidade, etc.

Pistas:

- 5 (cinco) marcas no solo – uma independente e 4 (quatro) deixadas por uma mesma ação simultânea.

- Máquina fotográfica marca “Tuca”, modelo simples para amador, já em desuso, possuindo a chapa metálica interna coberta por fuligem; chamuscada.

- Embornal encontrado no local – alças rasgadas, encardido por ação de chuva e terra. Face anterior inteiramente coberta por desenhos e caracteres desconhecidos.

Desenvolvimento da investigação e comentários

Achamos mister completar o presente relatório com os comentários envolvendo, tanto o relato da testemunha, quanto os resultados da pesquisa de campo realizada, por crermos que a sequencia de idéias far-se-ia mais acessível.

Antes de deixarmos bem clara nossa imagem do fenômeno ufológico classificado de CEIV – um fato que, por mais completo em dados sempre deixa o pesquisador em dificuldade. Por isso, limitar-nos-emos em traçar os comentários, de maneira mais objetiva possível, omitindo-nos quanto à veracidade ou não dos acontecimentos.

Também desejamos confessar que esta pesquisa se realizou nos limites de nossas possibilidades, mas se constitui uma sincera contribuição às proposições da Ufologia. Portanto, esclarecemos nossas falhas, devidas a inúmeros motivos de força maior:

- Não submetemos o solo a teste de resistência com pesos.

- Não encontramos óbvios meios de analisar a tinta usada no embornal.

- Não possuímos condições de comparar os caracteres nele inscritos com outros conhecidos.

Quanto à testemunha

Arlindo Gabriel dos Santos impressionou-nos à primeira vista com seu caráter. Pessoa inegavelmente honesta, numa conseqüência natural de alguém que muito lutou para adquirir estabilidade.

A fazenda onde mora compunha-se antigamente de uma vasta extensão de terras situadas no Município de Baependi que, diga-se de passagem, é enorme.

Ele adquiriu as terras do pai, antes do falecimento deste. O restante pertence aos irmãos de Arlindo.

Hoje, longe da cidade durante toda a semana, onde somente vai em caso de extrema necessidade, Arlindo acomoda-se ao lado de sua esposa, após longos dias de trabalho. Quando no preâmbulo dissemos que Arlindo não é muito expressivo financeiramente, quisemos falar que se trata de um chefe de família estável economicamente. Mas uma estabilidade mantida com honesto trabalho. Ele não é um homem rico, mas sossegado.

Não temos dúvida de que há honestidade em suas palavras. Não se perde em divagações, não exagera, é objetivo. Sua gentileza e educação contagiam.

Ainda criança, contraiu tétano e em conseqüência, apanhou uma deficiência auditiva, o que provocou gagueira na articulação das palavras. Mas jamais teve problemas de ordem psíquica, segundo seus familiares. Ao contrário, parece-nos firme e sóbrio, muito sensato.

Sua instrução escolar vai até o curso primário completo. Culturalmente não é nenhum ingênuo. Possui bom círculo de amizades, assiste televisão, lê de vez em quando, mas não poderia atingir conhecimento de certos detalhes, a nosso ver. Tem espontaneidade.

Redige mal e seus pensamentos transpostos para o papel coincidem com seu grau de instrução. No entanto, desenhando, ele surpreende. Sempre gostou de desenhar. Ma opinião do Dr. Francisco Antonio Romanelli, e corroboramos, possivelmente sua faculdade de desenhar bem, com riqueza de detalhes, trata-se de compensação, de um desenvolvimento desse dom provocado pela surdez parcial. Sua sensibilidade visual e memória aumentaram com a deficiência auditiva. Apenas uma hipótese e, ressaltamos, não necessária.


Arlindo Gabriel dos Santos, protagonista do caso

Quanto ao depoimento

Para proceder à investigação de campo, fomos acompanhados por dois irmãos de Arlindo e um cunhado. Um deles levava sua câmera “Instamatic”. Notamos que todos adoram tirar fotografias. Antes Arlindo nos mostrara sua máquina “Tuca” e tem muito amor por ela. Por isso não é de se estranhar que levava a câmera consigo na caçada. Muitos estranham que seu depoimento refere-se a essa caçada, já que aos jornais ele declarou que saíra para procurar uma vaca perdida. Mas na entrevista isto se esclarece. Apenas medo de sofrer alguma sansão da polícia florestal, por estar caçando e então justificou-se com a estória da vaca.

Seria repetir inutilmente hipóteses quanto à diversificação de objetos avistados por Arlindo naquele dia 16 de maio. Já está consagrado na Ufologia que “naves-mãe” transportam diferentes tipos de “sondas”, geralmente pequenas, como “in casu”. Suporíamos: os três objetos que precederam à descida da “nave mãe” (CE III) seriam aparelhos de sondagem e busca. Isso é corroborado pela INFORMAÇÃO que os possíveis ufonautas desejaram de Arlindo - se alguém avistara um aparelho lançado anteriormente.

A testemunha conseguiu que o filme acusasse 4 imagens diferentes. Duas delas, pela distância, estão quase imperceptíveis. Daí, incluímos apenas duas neste trabalho. Pudemos ver os negativos e a seqüência coincide perfeitamente com o depoimento. A ultima foto, a do objeto maior e ultimo, saiu toda em branco. Note-se que Arlindo disse que, quando a tirou, o objeto disparou um “relâmpago” justamente naquele instante, que o paralisou. A intensidade da luz queimou a chapa.

O terceiro objeto, em solo, transformou-se em “fumaça”. Sabe-se de certos UFOs que, no ar, vem apresentando uma série de fenômenos relacionados com fumaça ou nuvens, como a famosa foto tirada no Canadá, por volta de 1972. O próprio filme, “Contatos Imediatos de Segundo Grau nos mostra o fenômeno, um pouco estilizado, quando UFOs traçam rotas “camuflando-se” em imensas nuvens artificiais. E o filme foi baseado em fatos e pesquisas reais.

O astrônomo Antônio R. Guedes, fundador e presidente da Associação Astronômica Galileu Galilei de Vitória, ES, vem estudando este aspecto da Ufologia e tem constatado que UFOs realmente se “camuflam” ou se envolvem por fatores não sabidos em nuvens e fumaça artificiais.

Essas “sondas” tem sido observadas por diversas testemunhas. Algumas, ao que parece, são pura forma de energia e já chegaram a atravessar pela fuselagem de aviões de passageiros para depois desaparecer. Mas, nota-se, a incidência de observações desenvolveu-se até agora somente à noite, na maioria. O caso de Arlindo nos mostra, portanto, tal aspecto inédito: o avistamento desses pequenos engenhos, de dia e com detalhes.

Outro ponto positivo em favor do depoimento é que as “sondas” possuíam hélices e uma delas apresentou sintomas de queima de combustível (o terceiro objeto). Isso indica que são máquinas destinadas a observações dentro da atmosfera, a pouca altura e não engenhos interplanetários, ou para viagens interestelares.

Vejamos o CE III, com a prévia descida de um grande UFO ovalado. Apoiou-se em 4 pés, era branco e caracterizado por uma “ponta” em sua parte superior. A descrição coincide com objeto mostrado na OVNI Documento n° 4, pág. 18, o ultimo objeto de cima para baixo. (1ª fila vertical). Na revista o objeto possui três pés e o de Arlindo quatro. Achamos que seria o mesmo tipo de aparelho e a diferença de 1 pé comentaremos ao falar das Pistas.

Diz Arlindo sobe os demais efeitos: “Fez um barulho esquisito, feito motor quando está afogado”. Sabemos que a grande maioria dos contatos, de qualquer dos três graus, não apresenta o mínimo de ruído. Mas há um engano por parte dos ufólogos, ao se fazer tal afirmação. Pelo que temos observado, e não se nega, a testemunha geralmente crê ter avistado o UFO a baixa altitude e estranha a ausência de ruído. Mas o leigo, normalmente à noite, quando não há pontos de referência, erra no calculo da distância. Vendo um UFO à enorme altitude, e talvez até em órbita fora da atmosfera, julga estar ele voando baixo. Daí a ausência de ruído perceptivel.

Temos notado em nossas pesquisas que, quando há o contato, bem próximo de fato (250 m ou menos) as testemunhas são unânimes em afirmar terem ouvido forte ruído.

Outro sintoma fisiológico comum é a paralisação parcial ou total das testemunhas por ação de um raio de luz emanado pelo UFO. Arlindo, semi-paralisado após tentar correr, não viu o que o prendia. Um fenômeno talvez magnético provocado através da emissão de energia luminosa.

Olhando para trás, notou dói homens. Aí começa o maior ponto em favor de Arlindo: além das coincidências de detalhes com outros depoimentos, existe total ausência de fantasia, exageros e longas “prosas” cheias de uma filosofia dusidosa. Capacetes “quase do tamanho da cabeça deles mesmos”. Coberturas para cabeça, pequenas, como na foto do caso clássico de Elizabeth (Inglaterra) quando seu pai a fotografou e constatou a figura de um “astronauta” situado quiçá em outros planos dimensionais, acima da cabeça da garota (década de 60). Tal declaração coincide com o incidente famoso de Antonio Villas Boas, quando o conduziram ao interior do UFO. E muitos outros.

Os dois ufonautas conversaram com Arlindo por intermédio do “tambor” que possuíam nas costas, em Português. Seria uma espécie de tradutor simultâneo? A tecnologia terrestre já usa tal aparelho. Aquele tambor, ao que parece, servia também de deposito da substância que os ufonautas respiravam. Mexiam com a boca, portanto não se tratava de transmissão telepática. É possível até que servia de mero amplificador, necessário por causa do capacete. Como se vê na entrevista, a testemunha chegou a parlamentar, com pessoas sem capacete, no interior do objeto.

Arlindo, ao se aproximar, sentiu que o objeto era frio. Um ar frio Betty Hill também depôs a mesma coisa, e o detalhe é lembrado por Hans Holzer, em “Os Ufonautas”: ...não tinha a menor dúvida de que se tratava de um aparelho físico, e que era frio, também. Era mais frio dentro dele, do que fora” (pág. 123). Também disse Betty Hill: “... Eles davam a impressão de gente normal; mas tudo parecia um tanto frio, a meu ver. Quando saí do disco, estava mais quente fora” (pag.129).

Tal como no caso de Barney e Betty Hill, um homem, suposto comandante, o esperava, no alto de uma escada de 4 degraus. Perguntado sobre o que era a “ZURCA” que procuravam, tal ufonauta lhe respondeu: “... que era um aparelho que eles transmitiram de lá para cá, em comunicação, como todos os aparelhos da Terra. Disse que ele tomou contato com uma Linha Universal...”.

O emprego dos termos Transmitiram e Linha Universal vem corroborar uma lógica nos termos científicos atuais. Ou seja, as viagens a grandes distâncias no Espaço seriam empreendidas de maneira ideal, se se lograsse desmaterializar e rematerializar em moléculas ou átomos uma espaçonave, com tripulantes e tudo. Daí, o termo TRANSMISSÃO retrataria exatamente um sistema como tal. Teriam, quem sabe, as moléculas desintegradas da nave, quer sejam projetadas em correntes vibratórias ou magnéticas, ou seja lá de que tipo, que sem dúvida, cortam o Universo, ligando mundos e espaços? Seriam tais correntes as Linhas Universais?

Conduzido ao interior do aparelho, lá estavam mais dois homens, também de capacete, roupa preta (idêntica à dos ufonautas de Betty Hill), olhos rasgados e puxados, nariz reto, boca rasgada com lábios finos. Descrição fisionômica inteiramente coincidente com o relato sobre humanóides do tipo ora tratado.

Nisso surge a presença já conhecida de uma moça, sem capacete. Mais tarde outro ufonauta tirou também seu capacete.

Isso nos faz aventar algumas hipóteses, na falta de outras melhores:

- como Arlindo não usava capacete, dentro ou fora do aparelho, os ufonautas estariam usando como proteção contra bactérias terrestres.

- eles o usavam para respirar seu próprio ar e adaptaram o interior do objeto com o ar terrestre a fim de receber Arlindo.

- a moça e o homem estariam adaptados ao ar da Terra.

- respirar por longo tempo o ar terrestre que tem excesso de oxigênio, seria prejudicial aos não adaptados.

Tendo sido aberta a porta de entrada do aparelho, houve receio de contaminação. Constatado o contrário, e dois deles tiraram o capacete.

Vale aqui citar um pensamento abalizado de Carl Sagan, em “A Civilização Cósmica”, pág, 55:

“O Chauvinismo acerca do oxigênio é comum. Se um planeta não possui oxigênio é considerado inabitável. Esse ponto de vista ignora o fato de que a vida surgiu na Terra na ausência do oxigênio. De fato, o chauvinismo quanto ao oxigênio, se aceito, logicamente irá demonstrar que a vida é impossível em todo o resto do Universo. Fundamentalmente, o oxigênio é um gás venenoso. Ele tanto se combina quimicamente como destrói as moléculas orgânicas das quais é composta a vida terrestre. Há muitos organismos na Terra que vivem sem oxigênio e muitos organismos que são envenenados por este elemento.... Num cenário brilhante de adaptações evolutivas, organismos como insetos, sapos, peixes e gente aprenderam não somente sobreviver na presença desse gás venenoso, como na realidade a usá-lo para aumentar a eficiência com que se processa o metabolismo dos alimentos. Mas isso não deve nos impedir de perceber a natureza fundamentalmente venenosa desse gás”.

Arlindo foi então conduzido a um outro cômodo, passando por um corredor. Lá a moça o colocou diante de um aparelho, semelhante a uma geladeira, que foi acionado. Numa espécie de monitor, surgem as figuras da Terra, Lua e Sol. Com o afastamento da imagem da Terra, apareceu uma mancha em seu lugar. Ao que tudo indica, a moça se referiu a viagens interestelares através dôo chamado hiperespaço. Inclusive, por sua palavras referidas por Arlindo, a coisa talvez dependa de uma posição espacial provocada pela situação da Terra, Lua e Sol. De acordo com possíveis graus, e efeitos de gravitação, a tão sonhada “passagem” para um universo coexistente permita acesso ao nosso.

À frente, perguntamos à testemunha se não acontecera algo mais do que narrava, ou se sonhara posteriormente com outros detalhes, dos quais não se lembrava. A resposta foi afirmativa, mas seus posteriores sonhos são recordados confusamente e vagos. Daí supormos que houve, no caso, canalização ao inconsciente de fatos vividos. São inúmeros os fenômenos de 3° grau em que a testemunha não se lembra da experiência. Submetida a hipnose regressiva, revela novos pontos.

Cremos que Arlindo, segundo seu depoimento, viajou no UFO. Note-se que a moça, ao apontar a “mancha” que substituíra a imagem da Terra, diz: “Aqui é onde nós estamos. Nós viemos aqui gastando poucas horas. De acordo com a movimentação da Terra, temos um contato com o Sol, a Luz e a Terra”.

Estariam eles, naquele momento, no lugar de origem do UFO?

O CEVAPPA procederá posteriormente a um estudo estatísticos envolvendo os períodos de “ondas” de aparições ufológicas e certas posições espaciais da Terra, Lua e Sol, sob orientação do astrônomo Antônio Guedes, consultor. Um aspecto de muito interesse, a essa altura dos acontecimentos.

Um ponto que corrobora a suposição de que Arlindo foi levado à origem dos ufonautas, encontramos nas palavras do humanóide que tirou o capacete: ‘Daqui a pouco, teremos conjunção”. Depois Arlindo foi libertado.

Talvez a viagem de volta estivesse chegando ao fim, e a nave teria conjunção com o plano dimensional terrestre.

Finalmente notamos uma frase incompreensível que o ufonauta disse à testemunha ao recebê-lo no aparelho, no início de sua experiência: “Nós somos do lado de uma costa”. O Dr. Málius de Figueiredo supõe que o sentido da frase referir-se-ia à teoria da origem intraterrestre dos UFOs. Muitas correntes, e aqui nos referimos apenas às científicas objetivas, como “A Terra Oca”, de R. Bernard, creen que os Ufonautas vivem em regiões subterrâneas que abrigam civilizações adiantadas, situadas abaixo da crosta terrestre. O Dr. Malius pergunta, assim, se pela deficiência auditiva ou falta de conhecimento, Arlindo não tivera entendido mal a frase. Talvez o humanóide falara Crosta e não Costa.

Mas os indícios são mais numerosos em favor da outra hipótese já comentada. A experiência começara por volta das dez e meia, quando Arlindo se separou dos companheiros. Saindo do UFO e os reencontrando, era cerca de onze e meia. Tudo acontecera em uma hora.

Encerrando este tópico, comecemos a imaginar:

Se Arlindo entrou no UFO, foi levado a outro plano de existência (planeta, mundo paralelo, ou que seja) em poucas horas até seu destino, e depois regressou ao nosso Universo pela mesma técnica, perdendo o tempo, a lógica, com discrepância de uma hora;

Se tal técnica utiliza recursos de velocidades ainda inconcebíveis para a nossa ciência;

Se para os homens em terra passou-se apenas uma hora e, quem sabe, há algo mais envolvendo a Teoria da Relatividade que não conheçamos, então tomamos a liberdade de descontraidamente, usar uma frase do filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, quando um cientista da base de pouso secreta, ao ver a sair do enorme UFO o comandante Taylor, desaparecido em 1945, tão jovem quanto na época em que sumira com seu avião, exclama maravilhado “Einstein tinha mesmo razão!”.


Equipe do CEVAPPA fazendo um molde em gesso das marcas deixadas pelo disco voador

Máquina Fotográfica

Antes de nos dirigirmos, a cavalo, para o local do suposto pouso, o Dr. Francisco Antonio Romanelli solicitou de Arlindo a câmera com que havia obtido as fotos do fenômeno.

A testemunha reclamou que não conseguira mais bater fotos, pois todos os filmes que utilizavam saíam totalmente brancos. Fato constatado por nós com um rolo de negativos inutilizados.

Abrindo a câmera, o pesquisador constatou que a chapa de proteção, interna, está queimada e coberta de fuligem. A impressão é que este efeito físico foi provocado por intensa radiação, no momento em que o UFO soltou um “relâmpago”, na testemunha, justamente na ora em que esta bateu a 4ª foto.

Nos negativos, justamente a 4° chapa está totalmente em branco, mas se nota que foi batida.


Mecanismo interno da máquina fotográfica de Arlindo Gabriel que ficou danificado durante o contato

Marcas e sulcos

No local do pouso há 5 (cinco) marcas. Uma independente, deformada, irreconhecível. Diz Arlindo que por ação de tatu. Realmente, esse animal não pode ver um pequeno buraco no chão; apressa-se em aumentá-lo. Seria o traço físico do terceiro UFO, tipo “piorra”.

As outras 4 foram provocadas pelo ultimo objeto. Aparentam 3 pés de apoio terminando em sapata e outra também deformada segundo o mesmo fator – ação de tatu.

Se a hipótese desse animal não é tão aceitável, apesar de possível, então pensemos em outra:

Arlindo viu o terceiro objeto apoiando-se em uma haste fina que penetrou no solo. Chegando lá depois, não notou a marca que ele supunha ter ficado, ao ter a ilusão de ótica da penetração. O UFO maior não deixaram 4 marcas e sim três. Tinha somente 3 suportes de solo. Então a testemunha fraudou os dois buracos de tatu, ingenuamente, com boa fé, no receio de que aquele aparente contrasenso viesse colocar sua história em dúvida. Após tanta coisa, aquilo que, segundo seu entender, não teria lógica, seria por demais irônico.

Uma fraude, sem malícia, justificável, com boa fé.

Essa pista coincide com o desenho do UFO, já citado, publicado em OVNI Documento. A situação das 3 marcas reais provam a posição de Arlindo com relação ao UFO – de frente – quando este pousou.


Fotografia de uma das marcas produzidas pelo UFO tripulado

Molde em gesso feito a partir de uma das marcas de pouso

Embornal

Já no local, a equipe se espalhou em busca de novos indícios. Eis que o Dr. Malius de Figueiredo, distante de todos e sem influência da testemunha, encontrou espontaneamente o embornal.

Péssimo estado de conservação, reconhecido por Arlindo como se fosse o que soltara ao chão, para fotografar o ultimo objeto.

Vazio e coberto por inscrições e desenhos. A testemunha mostra espanto e surpresa.

Um indício que permanecerá à espera de explicação correta, que pode representar uma prova concreta e uma chave para a descoberta de conhecimentos revolucionários.

Compara-se o desenho central de um UFO com o desenho publicado em OVNI Documento n° 1, à página 20, relativo ao caso de Paciência, esboço pela testemunha.

O embornal encontra-se em poder do Centro Varginhense de Pesquisas Parapsicológicas.


O Embornal de plano de Arlindo Gabriel, com caracteres estranhos estampados no pano

Consideração final

Não damos por encerrada a pesquisa do caso de Arlindo. Pretendemos continuar desenvolvendo uma série de necessários estudos, quanto às provas e indícios.

Utilizaremos as controvérsias, teses e outras conseqüências inevitáveis que, temos certeza, surgirão em torno do presente caso.

Até lá, chegaremos a uma conclusão definitiva. Ou talvez não.

Este relatório, reconhecemos, é longo e cansativo. O fenômeno CEIV assim exige, um tipo de acontecimento sério, profundo, ao qual se deve dedicar um estudo calmo, objetivo, sempre com os pés presos em terra firme. Por isso, só comentamos os pontos que podíamos, de que tínhamos dados. Vamos continuar mantendo nossos pés em terra firme... ao lado do embornal.

Conheça este caso mais detalhadamente acessando nosso menu abaixo:

 
Resumo do Caso
Saiba como foi o encontro de Arlindo Gabriel dos Santos com os tripulantes do disco voador.

A Investigação do CEVAPPA
O CEVAPPA foi o primeiro grupo de pesquisa ufológica a investigar o caso. Conheça detalhes da investigação.

A Pesquisa da SBEDV
Relatório de investigação da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV).

Entrevista com Arlindo Gabriel dos Santos
Arlindo Gabriel dos Santos, em entrevista aos pesquisadores do CEVAPPA.

O Embornal de Pano
Saiba como foi a investigação sobre o polêmico embornal de pano.

Os Tripulantes do Disco Voador
Saiba como Arlindo descreve os tripulantes do objeto com os quais teve contato.

Galeria de Imagens do Caso
Galeria de fotografias, imagens e ilustrações sobre o caso.


Comentários (4)

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CATancini (Domingos Martins ES, Brazil) diz...
Muito curioso este caso ... porém:
1- Os dois amigos do Sr. Arlindo, não viram ou ouviram algo?
2- Quanto tempo durou esta ocorrência?
3- Restou alguma complicação física/saúde para o Sr. Arlindo/
4- Qual a condição meteorologia no evento?
5- Os 'alienígenas' falaram muito porém o que estavam fazendo? Por que 'sondas' se já conhecem nossa Terra?
6- A referência a Deus em ambos os interlocutores me pareceu estranha, humana em excesso, será?
Era isso, porém excelente matéria.
26 April 2017 12.05
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Josi diz...
Sou fã do Portal! Obrigada pelo grande conteúdo, de excelente edição! A partir de vocês que desenvolvi meus estudos em ufologia. Esse caso é magnífico. Gosto dos casos em que há um contato intenso entre os seres e os contatados.
18 April 2017 20.32
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Hernane Alencar (Baependi) diz...
Sou morador da cidade de Baependi, onde o caso ocorreu. Nasci dia 2 de abril do mesmo ano, 1 mês antes do caso e sei que o fato foi muito comentado na época e até hoje faz parte de um dos casos mais intrigantes da ufologia brasileira. Muitos relatos são ocorridos em minha região, moro á 100 km de Varginha, 30 km de São Thomé das letras...
6 July 2016 14.53
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Ézio (Cuiabá) diz...
Eu leio muito sobre o assunto e 3 coisas me chamam a atenção:1) "somos de um lado da costa" - essa resposta é muito vaga, talvez eles nao queriam falar sobre suas verdadeiras origens, talvez haja um protocolo para nao divulgar muito suas origens;2) "Daqui um pouco estaremos em conjunção" (?) Esse seria um evento de uniao entre humanos da terra e humanos extraterrenos? 3) A aparencia desses alienigenas humanos me lembra o caso de Rosa Dainelli na Italia, onde os seres ... Leia mais
16 June 2016 21.39
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Referências:

- Livros
  • BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petrópolis: Ed. Vozes, 1983.

 


- Boletins
  • B55 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 132-135
  • B63 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 1975

 


- Artigos de Revistas
  • RODRIGUES. U. F. Contato Imediato em Baependi (MG). OVNI Documento, Rio de Janeiro, nº 5, p. 8-16, out/dez 1979.
     

 


- Documentos Oficiais
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- Vídeos e Documentários
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