França: Exemplo Para o Mundo

A França foi um dos primeiros países a reconhecer a realidade do Fenômeno UFO. Também foi uma das pioneiras no estudo oficial do Fenômeno, através de uma comissão de cientistas do Centro Nacional de Estudos Espaciais.
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Por Equipe CIPEX

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Introdução

Entre todos os países que desclassificaram documentação oficial, a França merece destaque especial. Historicamente é o país com maior abertura oficial para o tema. Em 1977, o governo francês criou uma comissão especial de estudos ufológicos dentro do renomado CNES (Centre National d'Études Spatiales), uma mais renomadas agências espaciais do mundo.

O Groupe d'Études des Phénomènes Aérospatiaux Non-identifiés (GEPAN), como ficou conhecido, ficou estabelecido em um departamento próprio dentro da sede do CNES, em Toulouse. Seu objetivo era estudar relatórios de casos ufológicos ocorridos em território francês coletados pela Força Aérea Francesa, autoridades civis, Gendarmerie (polícia francesa), cientistas, etc. Interessante observar que as polícias metropolitana e estadual possuíam um relatório próprio para aparições de OVNIS e era constante e normal colherem informações sobre esse assunto.

Em 1988, o GEPAN foi substituído pelo SEPRA (Service d'Expertise des Phénomènes de Rentrées) que manteve-se até 2004 quando foi reestruturado e denominado GEIPAN (Groupe d’Études et d’Informations sur les Phénomènes Aérospatiaux Non-Identifiés).

Desde o início o GEPAN tinha apoio de diversos laboratórios especializados espalhados pelo país. Graças a isso, os pesquisadores puderam realizar uma análise completa e detalhada dos casos, desde aspectos psicológicos da testemunha até dados meteorológicos ou análises de amostras coletadas. O constante contato com autoridades militares permitia a verificação de outras possibilidades como manobras militares ou testes de armamentos secretos.

Com todo este apoio técnico o GEPAN pôde realizar um estudo impar em cada caso, desenvolvendo um sistema de classificação específica em que enquadrou os casos pesquisados em quatro grupos:


Tipo A: Casos confirmadamente explicados tendo origem natural ou artificial conhecida.
Tipo B: Casos provavelmente identificados em que restam poucas dúvidas
Tipo C: Casos em que não foram encontradas explicações para o incidente por falta de dados
Tipo D: Casos em que todas as análises e informações obtidas permitiram descartar fraudes, enganos, erros de interpretação, fenômenos naturais ou tecnologia secreta.

O curioso nessa classificação é que apenas 10% dos casos enquadram-se na categoria A, ou seja, tiveram suas causas explicadas como fenômenos naturais, fraudes ou enganos. Em 29% dos casos, enquadrados na categoria B, faltaram informações complementares, entretanto eram explicados como fraudes, erros de interpretações, ou enganos. Em 56% dos casos não foi possível identificar uma causa para o fenômeno. Do total de casos, em 34% faltaram informações que permitissem confirmar ou descartar hipóteses. Em 22% dos casos, mesmo de posse de todas as informações necessárias e depois de testadas todas as hipóteses possíveis, não foi possível identificar uma causa para o fenômeno nem explicá-los satisfatoriamente. Ao final de um determinado período, são mais de trezentos e cinqüenta casos envolvendo episódios que não são originados em fraudes, enganos ou fenômenos naturais. Nesse arquivo existem, não apenas relatos, mas também fotografias, vídeos, mapas, desenhos, laudos de análises laboratoriais, etc. O Caso Trans-em-Provence, por exemplo, ocorrido em 8 de janeiro de 1981, após intensa investigação foi classificado como Tipo D. o agricultor Renato Nicolai, protagonista do caso, testemunhou o pouso de um estranho objeto discóide em sua fazenda deixando um pequeno circulo de solo e plantas afetadas. Sobre esse incidente encontra-se no site do GEIPAN fotos do local, croquis, mapas, laudos exames laboratoriais oriundos de diversos laboratórios franceses.

O interesse em disponibilizar estes arquivos publicamente na Internet surgiu em 2001. Nesse ano o GEIPAN, de posse de metodologia própria começou a desenvolver uma tecnologia para catalogar as mais de 100 mil páginas de documentação. Nesse meio tempo houve barreiras jurídicas que atrasaram o projeto. Apenas em março de 2007, após vencidos os problemas jurídicos e técnicos, o projeto foi colocado em prática. Tal atitude pioneira inspirou outros governos mundiais, como Inglaterra e Dinamarca a agilizarem seu processo de desclassificação de arquivos e os disponibilizaram on line. Atualmente, todos os arquivos do GEIPAN podem ser acessados no link: http://www.cnes-geipan.fr.

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