Caso Antônio Villas Boas - A Pesquisa de Olavo Fontes

O primeiro caso de abdução registrado pela Ufologia ocorreu na zona rural de São Francisco de Sales, Minas Gerais, em 15 de outubro de 1957.

Página 2 - A Divulgação
do Caso


Página 3 - A Pesquisa de
Olavo Fontes


Página 4 - A Pesquisa
da SBEDV


Equipe CIPEX 

 

 


Em Ufologia, honestidade é tudo. Ao copiar material deste site cite a fonte, assim como fazemos em nosso site. Obrigado!

 

Introdução

O Caso Antônio Villas Boas chegou ao conhecimento dos ufólogos e do público em geral graças à três pessoas: O repórter João Martins, farmacêutico de São Francisco de Sales (MG) o médico Olavo Fontes.

O repórter João Martins por ter publicado uma série de artigos sobre o mistério dos discos voadores na extinta revista O Cruzeiro. O farmacêutico da cidade de Antônio, que tinha mente aberta e conhecimento sobre Ufologia e recomendou que o abduzido entrasse em contato com pesquisadores do caso. Por fim, o médico Olavo Fontes, por ter investigado o caso com toda a seriedade e profissionalismo médico que se exigia nesta situação.

Villas Boas seguiu o conselho do farmacêutico e escreveu à João Martins que inicialmente manteve-se descrente em relação ao caso. Todavia, ele custeou a viagem de Antônio Villas Boas ao Rio de Janeiro onde ele e o ufólogo Olavo Fontes entrevistaram-no exaustivamente no próprio consultório do médico, na tarde de 22 de fevereiro de 1958.

“Durante cerca de quatro horas, ouvimos a narração de sua história e submetemo-lo a um interrogatório minucioso – procurando esclarecer certos detalhes, tentando apanha-lo em contradições, procurando chamar a sua atenção para fatos inexplicáveis em sua história, para ver se ele ficava desconcertado ou se apelava para a imaginação. Desde o início ficou evidente que ele não apresentava nenhum traço psicopático. Calmo, falando com desembaraço, sem apresentar tiques ou sinais de instabilidade emocional, todas as reações que apresentou em face das perguntas que lhe eram feitas foram perfeitamente normais. Em nenhum momento titubeou ou perdeu o controle da sua narração. Suas hesitações correspondiam exatamente ao que se podia prever de um indivíduo numa situação estranha, que não encontrava explicação para certos fatos; nessas ocasiões, mesmo sabendo que as dúvidas expressadas em certas perguntas poderiam levar à incredulidade, respondia com simplicidade: “isto eu não sei”, “isto eu não posso explicar”. Vários exemplos podem ser dados, de fatos, na sua narração, inteiramente sem explicação para ele:

A - o reflexo de luz que iluminava o curral, mas que ele não sabia de onde vinha;

B - a causa que fez parar o motor do trator e se apagarem as luzes dos faróis;

C - a razão da existência daquele prato giratório no topo do aparelho, que rodava sem cessar;

D - o motivo pelo qual foi colhido o seu sangue;

E - a porta que se fechava e se transformava em parede;

F - os estranhos sons que saíam das gargantas dos personagens de sua narração

G - os sintomas (descritos mais adiante) que apresentou nos dias que se seguiram à sua aventura, etc. etc.

Por outro lado, em uma de suas cartas ao Dr. João Martins, ele afirmava que certos detalhes não podia dar por escrito, pois tinha vergonha. Era a parte que se relacionava com a “mulher” e os “contatos sexuais”. Não deu nenhum espontaneamente; nenhuma descrição a respeito. Quando interrogado, mostrou-se embaraçado e envergonhado – e só com muita insistência conseguimos extrair os detalhes incluídos acima. Mostrou-se também acanhado quando confessou que a camisa que usava na ocasião estava rasgada, ao responder à minha pergunta sobre se lhe haviam lhe rasgado a roupa. Essas reações emocionais são compatíveis com o que se esperaria de uma pessoa psicologicamente normal dentro das mesmas condições de educação e meio ambiente.

Não notamos nele nenhuma tendência para superstição ou para o misticismo. Não pensou que os tripulantes do aparelho fossem anjos, super-homens ou demônios. Julga que eram homens como nós, porém de outras terras em algum outro planeta. Afirmou pensar assim porque o tripulante que o acompanhou para fora do aparelho apontou para si mesmo, para a terra e para algum lugar no céu – gesto que só podia ter esta significação segundo ele. Além disto, o fato de os tripulantes permanecerem o tempo todo de uniforme fechado e capacete indica, na sua opinião, que o ar que eles respiram não é igual ao nosso. Tomando esta declaração como sinal de que ele considerava a mulher, única a aparecer sem capacete e uniforme, como de raça diferente da dos outros – possivelmente de origem terrestre (criada e adaptada às condições de outro planeta), fiz-lhe esta pergunta. Ele negou peremptoriamente admitir esta possibilidade, argumentando que ela era fisicamente igual aos outros quando vestia uniforme e capacete, só se diferenciando na estatura; além disto ela falava com os mesmos sons que os outros; tinha também colaborado na sua captura; em nenhum momento parecera constrangida pelos outros, estando tão à vontade como qualquer deles. Perguntei então se os capacetes não poderiam ser uma espécie de disfarce, já que a mulher respirava nosso ar. Respondeu que não achava, porque pensava que ela só conseguira suportar nossa atmosfera por causa da fumacinha que saía dos pequenos tubos embutidos na parede da pequena sala onde se dera o encontro – que tanto mal estar provocara nele. Esse fato, mais a observação de que essa fumaça não existira em nenhuma das outras salas (onde não viu nenhum tripulante tirar o capacete), fizeram-no concluir que a mesma era algum gás necessário à respiração dela – posto ali justamente para que ela pudesse aparecer sem a proteção do capacete. Como se pode ver por este exemplo, o Sr. Antônio Villas boas é muito inteligente. O seu raciocínio é de uma lógica surpreendente num homem do interior que apenas sabe ler e escrever (instrução primária). O mesmo pode ser dito a respeito de sua suspeita em relação aos possíveis efeitos afrodisíacos do líquido que lhe passaram no corpo, embora aqui esta explicação talvez tenha servido mais para satisfação do seu próprio ego (caso esteja falando a verdade) – pois a sua excitação sexual pode ter sido perfeitamente espontânea. Sua repulsa inconsciente poderia se dever ao fato de lhe ser penoso reconhecer ter sido dominado por impulsos puramente animais.

O líquido, por outro lado, podia ter sido um simples antisséptico, desinfetante ou desodorante – para limpá-lo e livrá-lo de germes que poderiam ser nocivos à sua companheira.

Foi-lhe perguntado se julgava que alguns de seus atos tivessem sido executados sob o domínio ou sugestão telepática de seus captores. A resposta foi negativa. Disse estar senhor de suas ações e pensamentos durante toda a aventura. Em nenhum momento sentiu-se dominado por qualquer ideia ou influência estranha: “tudo o que conseguiram de mim foi no braço”, foi o seu comentário. Negou ter recebido qualquer ideia ou mensagem telepática de qualquer um deles: “Se eles se julgassem capazes de tais coisas, devo tê-los decepcionado bastante”, concluiu.

Ao fim do interrogatório, João Martins declarou-lhe que infelizmente não poderia publicar a sua história no “O Cruzeiro”, pois dificilmente seria levada a sério na ausência de provas mais conclusivas em apoio da mesma. Exceto se aparecesse uma história igual em outro lugar. Villas Boas ficou visivelmente abatido (ou porque queria ver seu nome no “O Cruzeiro”, ou porque viu, pela expressão de Martins, que não estava sendo acreditado). Ficou bem sem jeito, mas não protestou nem tentou discutir a questão. Disse apenas o seguinte:

“Neste caso, se não precisam de mim, voltarei amanhã mesmo para minha terra. Se quiserem ir lá um dia, para um passeio, terei muito prazer em recebê-los. Se desejarem mais alguma coisa de mim, basta escrever...”.

Para consola-lo em seu desapontamento, disse-lhe que, se fizesse questão de ver sua aventura publicada, bastava que fosse aos jornais – que certamente a publicariam, nesse momento em que o assunto voltava às manchetes por causa das fotos do disco da Ilha da Trindade. Mas, citando o exemplo do fotógrafo Baraúna, avisei-o que para muito gente ele seria apenas um louco mistificador. A sua resposta foi nos seguintes termos: “Os que me acusassem de louco ou mentiroso, eu desafiaria a que fossem à minha terra fazer uma investigação sobre minha pessoa. Eles iam ver se o pessoal de lá não me considera um homem normal e honrado. Se depois disso tudo continuasse a duvidar de mim, azar o deles...”.

Todos esses comentários feitos acima confirmam a impressão de sinceridade que o modo de narrar do Sr. Villas Boas conferia à sua história. Por outro lado, deixam claro que não se trata de um psicopata, um místico ou um visionário. Mas apesar de tudo, o próprio conteúdo de sua narração é o maior argumento contra a veracidade da mesma. Certos detalhes são fantásticos demais para serem acreditados – infelizmente para ele. Nessas condições, a melhor hipótese é de que ele seja um mentiroso extremamente hábil, um mistificador dotado de uma imaginação admirável e de uma inteligência rara – capaz de contar uma história inteiramente original, completamente diferente de tudo o que tem aparecido até agora, no gênero. Sua memória deve ser também fenomenal; por exemplo, a descrição detalhada que nos deu, do aparelho estranho, confere exatamente com um modelo esculpido em madeira, que ele enviou em novembro para João Martins. Note-se que esse aparelho é inteiramente diferente dos discos voadores descritos até agora (como se ele fizesse questão de ser, até nisto, original).

Esta coincidência entre o modelo feito meses atrás e a descrição verbal (mais um desenho) feita agora, indica ser esse homem dotado de uma excelente memória visual.

Uma experiência que também realizamos foi a de apresentar a ele várias fotografias de louras brasileiras, para ver se ele achava algumas delas semelhante nos traços ou no cabelo, à loura tripulante do aparelho. O resultado foi negativo. Apresentamos a ele, em ultimo lugar, uma foto publicada no “O Cruzeiro” (em 1954), de uma reprodução, em quadro, do “venusiano” de Adamski, pintado de acordo com as instruções do próprio. Villas Boas não reconheceu nenhuma semelhança, assinalando que o rosto de sua personagem era mais fino e de forma triangular em sua metade inferior; que os olhos eram maiores e mais rasgados, e as maças mais salientes; e que o cabelo era bem mais curto (só até o meio do pescoço) e arrumado em estilo diferente. Não reconheceu também nenhuma semelhança na roupa.


O desenho do aparelho

Foi traçado pelo próprio Villas Boas em meu consultório, para melhor facilitar a compreensão dos detalhes sobre o mesmo, fornecidos em seu depoimento. Este desenho deve ser interpretado em função da descrição feita por Villas Boas, que é bastante minuciosa.

Dimensões do aparelho

No dia seguinte (17 de outubro), Villas Boas voltou ao local onde havia aterrissado a estranha aeronave e mediu as distâncias entre as três marcas que existiam no solo, correspondentes aos pés do tripé sobre o qual pousara o aparelho. Essas dimensões são uma idéia aproximada sobre o tamanho real do mesmo.


Médico e ufólogo Olavo Fontes, pesquisador inicial do Caso Antônio Villas Boas

 
Resumo do Caso
Um resumo dos fatos ocorridos na noite de 15 de outubro de 1957, em que Antônio Villas Boas foi abduzido.

A Divulgação do Caso
Saiba como o caso Villas Boas chegou ao conhecimento dos ufólogos e como foi divulgado..

A Pesquisa de Olavo Fontes
Relatório de Investigação do ufólogo Olavo Fontes.

A Pesquisa da SBEDV
Relatório de Investigação da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores.

Exame Clínico de Antônio Villas Boas
Laudo do exame em Antônio Villas Boas, realizado por Olavo Fontes.

Relato Pessoal de um Abduzido
Depoimento pessoal de Antônio Villas Boas.

Pesquisas Posteriores
Pesquisa realizada por Claudio Suenaga e Pablo Villarubia para a Revista UFO.

Galeria do Caso
Fotografias, imagens e desenhos referentes ao caso.



Comentários (6)

Você está revendo: Caso Antônio Villas Boas
Sort
5/5 (6)
1 2 > último
FacebookGoogle+Twitter
Gravatar
Full StarFull StarFull StarFull StarFull Star
Marcelo Figueiredo Lemos (São Bernardo do Campo, Brazil) diz...
Notem a semelhança deste caso com o Caso Cabalá, Chapecó-sc, no caso de vilas boas não foi dito nada, apenas gestos, mas eles se lembrou dos hieróglifos na parede da neve provavelmente por causa do Diadema, já com Cabalá eles foram expertos por que se esconderam na penumbra, só cabala apareceu, se não fosse assim faríamos uma associação. O diadema é a chave os instrumentos conectados aos processos adiantados de televisão,os contas lentamente estão se tornando mais claros com uma ... Leia mais
3 April 2020 18.06
Gravatar
Full StarFull StarFull StarFull StarFull Star
Ézio (Cuiabá, Brazil) diz...
A princípio o ufo não tinha como objetivo raptar Antonio, só depois dele insistir em perseguir a luz que aconteceu seu sequestro. Há uma certa semelhança entre estes ETs com aqueles relatados por Charles Hall, ex membro da USAF, qie os EUA abrigam e fornecem material. Estes deste caso sao nórdicos e baixos, aqueles, dsao nórdicos e altos. Mas ambos têm linguajar semelhante a um cão a ladrar. No caso filiberto Cárdenas, uma das entidades et mencionou uma agenda alienígena desde o ... Leia mais
21 March 2020 00.04
Gravatar
Full StarFull StarFull StarFull StarFull Star
Gabriel Souza (Caraguatatuba, Brazil) diz...
TongueEu adorei a descrição da moça do outro planeta. Faria sexo com ela sem problemas. Onde acho esse disco voador?
19 May 2019 02.56
Gravatar
Full StarFull StarFull StarFull StarFull Star
Acassio caller (Rio, Brazil) diz...
Percebi augo muito importante na abdução Nelson tasca e vilas boas.
1-eles tem mesmo nome António
2- eles tiveram ato sexual com uma extraterrestre
Loira
3- o mas intrigante
Vilas boas foi abduzido 1 da manhã
Faleceu em 1991. Percebam
Nelson tasca foi abduzido 8 da noite
Faleceu em 2008
Percebam a hora da abdução com data de falecimento deles. Incrível isso
Detalhe na numerologia (gabala)esses números
Tem significados. .esses ceres são entidades
De muito mistério.
21 February 2018 14.20
Gravatar
Full StarFull StarFull StarFull StarEmpty Star
Celsão (sp, Brazil) diz...
Uma grande de proporções intergaláticas! Wink
6 January 2017 18.31
1 2 > último
Página 1 de 2

Adicionar Comentário

* Informação requerida
(não será publicado)
 
Bold Italic Underline Strike Superscript Subscript Code PHP Quote Line Bullet Numeric Link Email Image Video
 
Smile Sad Huh Laugh Mad Tongue Crying Grin Wink Scared Cool Sleep Blush Unsure Shocked
 
3000
 
Notifique-me de novos comentários via email.
 



Referências:

- Livros
  • BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petrópolis: Ed. Vozes, 1983.
  • DURRANT, Henry. Primeiras investigações sobre os humanóides extraterrestres. Tradução de Luzia D. Mendonça. São Paulo: Ed. Hemus,1980.
  • KEYHOE, Donald. A verdade sobre os discos voadores. Tradução de Lauro Blandy. São Paulo: Global Editora, 1973.
  • MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. Contactos Alienígenas. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.
  • MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. O Fenômeno OVNI. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.
  • HOPKINS, Budd. Intrusos - Um estudo sobre o rapto de pessoas por alienígenas. Tradução de Reinaldo Guarani. Rio de Janeiro, 1995.

 


- Boletins
  • B23 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 26-27
  • B46 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 90-93
  • B63 - Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 1975
  • B64 - PEREIRA, Jader. Tipologia dos humanóides extraterrestres. Coleção Biblioteca UFO, nº 1, Março 1991.

 


- Artigos de Revistas
  • SBEDV. Contatos com extraterrestres no Brasil. Revista UFO, Campo Grande, nº 6, p.20-2, nov/dez 1988.
  • LAUDA, Jaime. O Caso Villas-Boas revisado. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, nº 3, p. 13-15, julho/agosto 1985.
     

 


- Documentos Oficiais

 


- Vídeos e Documentários

 


- Sites e Blogs

- Outros
  •