Caso Antônio Villas Boas - A Pesquisa da SBEDV

O primeiro caso de abdução registrado pela Ufologia ocorreu na zona rural de São Francisco de Sales, Minas Gerais, em 15 de outubro de 1957.

Página 3 - A Pesquisa de
Olavo Fontes


Página 4 - A Pesquisa
da SBEDV


Página 5 - O Exame Clínico de Antônio Villas Boas


Equipe SBEDV 

Sumário:


 

 


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Introdução

Antônio Villas Boas iniciou seu relato esclarecendo que o mês de outubro é habitualmente quente naquela região, motivo pelo qual ele e seu irmão haviam preferido arar o campo à noite, quando há menos poeira e a temperatura é agradável. Eram aproximadamente 23 horas do dia 14 de dezembro de 1957. Quando trabalhavam numa várzea próximo ao rio, Antônio Villas Boas chamou a atenção do irmão para um foco luminoso, sobre o campo, que mudava de posição todas as vezes que eles davam uma volta com o arado. Por fim, a luz começou a aproximar-se deles, o que causou medo ao irmão de Antônio. Resolveram então, interromper o trabalho. Separaram o arado, que deixaram no campo e voltaram para casa, no trator.

Na noite seguinte, estava Antônio Villas Boas arando sozinho, quando por volta da meia noite percebeu uma “luz feito estrela”, que se aproximava rapidamente, na direção norte. Após alguns minutos, o foco luminoso parou a uns 100 metros acima do campo. Mesmo assim, Antônio Villas Boas prosseguiu sua tarefa.

Quando finalmente decidiu abandonar o trator e voltar para casa, procurou desengatar o tratar, do arado, manobrando o fecho hidráulico, mas não o conseguiu, o mesmo acontecendo com o motor, que não funcionou. Percebeu, ao mesmo tempo, que o foco luminoso irradiava-se de uma espécie de máquina, que aterrissara a uns 15 metros de distância. Em seguida, viu saírem, da mesma, dois vultos, que correram em sua direção. Rapidamente, Antônio Villas Boas saltou para o paralamas do trator e dali para o solo. Nesse momento, foi dominado, pelas costas, pelos dois indivíduos. Conseguiu derrubar um deles, lançando-o em balão, por cima de sua cabeça. Liberto deste, mas dois tentaram domina-lo e, por fim, eram os agressores em número de cinco ou seis, que, lutando com ele, imobilizando os seus braços e pernas, arrastaram-no em direção ao veículo.

Interrogamos então Antônio Villas Boas, porque não havia prosseguido na luta, uma vez que no início da mesma havia ele oferecido tão grande resistência.

Respondeu-nos então, que embora fossem eles fisicamente mais fracos e de estatura inferior à sua, ele havia se convencido de que não devia resistir por mais tempo e que o melhor seria submeter-se voluntariamente.

Subindo ele uma escada de 3 ou 4 metros de altura, os raptores atravessaram uma porta e penetraram numa sala circular de, aproximadamente 2 metros de diâmetro por 1,7 a 1,8 m de altura.

No centro da sala ele percebeu um eixo que emergia do assoalho e alcançava o teto. Esse eixo era protegido por uma parede apresentando orifícios quadrangulares, à semelhança do que se vê, frequentemente, em instalações elétricas. Havia também, uma mesa, tipo tripé, de aproximadamente 80 cm de altura por 1 metro de largura, fixa ao piso. Sobre ela, Antônio Villas Boas percebeu um instrumento semelhante a um relógio (o Dr. João Martins, no Rio de Janeiro, pediu-nos que não descrevêssemos, a fim de que pudessem “testar” outras testemunhas que fizessem referência a objetos semelhantes).

Acrescenta Antônio Villas Boas que, em seguida eles retiraram amostras do seu sangue, aplicando-lhe, por duas vezes, uma espécie de seringa (ver figura 6), de cada lado da proeminência do seu queixo. Depois, despiram-no completamente, sendo que as peças do seu vestuário foram retiradas por eles com incrível rapidez, mas sem que as rasgassem, fazendo uso, apenas dos botões. Foi então levado a outro compartimento onde havia, como único móvel, um sofá, recoberto com uma espécie de plástico.

Colocando-se nesse sofá, eles friccionaram-lhe o corpo com uma esponja embebida num líquido refrescante, operação que Antônio Villas Boas interpretou como sendo de limpeza, pois, na realidade, ele se encontrava empoeirado e suarento, em virtude de suas atividades no campo.

A sua estada na primeira sala havia sido de uns cinco minutos apenas. Mas, naquela ultima, ele permaneceu pelo espaço de uns vinte minutos. O recinto estava impregnado de um cheiro acre e nauseante, que lhe provocou vômito copioso.

Afinal, a porta (que era corrediça e devia comunicar-se com um terceiro compartimento) reabriu-se e dois homens penetraram na sala, trazendo com eles uma jovem inteiramente despida, e aparentando uma altura de 1,4m a 1,5m. Os dois personagens retiraram-se logo em seguida, deixando a moça a sós com Antônio Villas Boas. Com um sorriso nos lábios, a jovem dirigiu-se a ele, de braços abertos, e puxou-o para o sofá com intenções inconfundíveis e pelo menos aparentemente demonstrando prazer.

Posteriormente, não soube Antônio Villas Boas explicar a sua excitação e cooperação, uma vez que pouco antes havia ele experimentado momentos de terror e de náuseas. Acredita ele que o líquido que haviam passado no seu corpo teria sido o responsável pela mudança.

Instado por nós a descrever o tipo físico da moça, esclareceu ele que os seus cabelos eram louros, mas pareceram-lhe pouco abundantes. Não se recordava de ter visto cílios nem sobrancelhas, ou se os havia, eram muito finos. As orelhas eram pequenas, sendo o queixo, os lábios e o nariz, de constituição física delicada. A implantação dos olhos era semelhante à dos chineses e os zigomas proeminentes lembravam o tipo eslavo. Os dentes eram pequeninos, alvos e bem formados. O seu peso ele o avaliou entre 35 a 40 kg.

As nossas perguntas a respeito dos outros pormenores deixaram-no enrubescido e mesmo contrafeito, porquanto Antônio Villas Boas pareceu-nos uma pessoa pura e ingênua, embora à época da nossa entrevista ele já tivesse casado havia um ano (casara-se no mês de julho de 1961). Em face dessa circunstancia, achamos de bom alvitre não insistir naquelas indagações, com o medo de que Antônio Villas Boas encerrasse bruscamente o seu relato, tão dificilmente conseguido por nós.

Prosseguindo, acrescentou que a jovem, sem haver dito qualquer palavra, deixou a sala, passando pela porta, a qual, para a surpresa de nosso entrevistado, abriu-se automaticamente, sem que ele pudesse perceber como isso acontecera.

Um dos homens veio ao seu encontro e, conduzindo-o através de uma porta que se abria para o exterior, desceu com ele para uma plataforma que circundava o aparelho em toda a sua extensão. Fizeram juntos o percurso da mesma, mostrando-lhe o seu acompanhante a parte externa do aparelho.

Antônio Villas Boas tinha, agora, tempo e calma para rememorar tudo o que lhe havia acontecido. As pessoas que o haviam dominado eram em número de cinco ou seis. Todas vestidas de maneira idêntica, com uma espécie de uniforme de cor branca acinzentada, colante e recoberta de escamas metálicas, como pôde convencer-se durante sua breve luta, quando feriu as mãos ao contato com as mesmas. Elas usavam um cinto largo, em cuja frente estava embutido algo, do qual se irradiava uma luz vermelha, fortíssima (conforme a fig. N° 1 – desenho executado pelo próprio Antônio Villas Boas), além de dois outros focos de luz laterais.

Os sapatos eram, também, de cor branca e, aparentemente, rústicos e sem salto, como faziam supor as impressões, deixadas na terra fofa arada, que foram examinadas no dia seguinte (dia 16). As mãos eram protegidas por luvas grossas, brancas, e usavam um capacete grande (ou alto?), com uma viseira horizontal na parte dianteira (ver fig. !-B, feita pelo próprio Antônio Villas Boas), à altura dos olhos, os quais, entretanto, não eram visíveis (havia, aparentemente, uma camada de gaze ou de outro tecido translúcido, que vedava a visão dianteira).

Na parte posterior do capacete havia duas estruturas achatadas, através das quais penetravam (assim pareceu a Antônio Villas Boas) duas tubulações metálicas, que se originavam de uma pequena protuberância localizada nas costas dos tripulantes (ver croquis de Antônio Villas Boas, na fig 1-A).

Embora os indivíduos não dirigissem nenhuma palavra a Antônio Villas Boas, eles comunicavam-se entre si numa linguagem estridente, gutural, que não lhe pareceu ser nem o idioma sírio nem o japonês, que ele estava acostumado a ouvir.

Os tripulantes eram de pequena estatura, e alcançavam-lhe os ombros. A altura de Antônio Villas Boas é de 1,69m, conforme a sua própria informação, o que permitiria um cálculo de 1,47m até os ombros, se tomássemos 22 cm como sendo a altura de sua cabeça. Os tripulantes teriam assim aproximadamente 1,47 m a 1,50 m de altura, sendo que a moça pareceu-lhe ser ainda mais baixa.

A máquina fazia lembrar a forma de um pássaro, com um comprimento de 15 a 20 metros, e uma altura de 2 a 3 metros. Apoiava-se num tripé de 3 a 4 metros de altura, e cujas pernas tinham cerca de 50 cm de espessura. A placa terminal das mesmas, que se apoiava no solo, era de diâmetro ainda maior (ver fig. N° 6-f). A cabine, na parte dianteira, era de forma afunilada, apresentando três esporões (ver fig. N° 6-b): um mediano, maior, que projetava uma luz esverdeada; e dois outros formando protuberâncias laterais, paralelas, menores, emitindo luzes alaranjadas. Antônio Villas Boas nada soube informar sobre as fontes de luz no interior da máquina.

Na parte superior, e em estreito contato com o corpo principal da fuselagem, havia uma cúpula de 9 a 10 metros de diâmetro por uns 4 cm de espessura, e que estava em constante movimento de rotação (no sentido dos ponteiros do relógio, quando vista de baixo), o que ocasiona deslocamentos no ar, mesmo quando a máquina ainda estava imóvel no solo. Ao levantar voo, mas tarde, esse deslocamento atingiu a intensidade de um furacão, o que, entretanto, não alterou o calor nem o cheiro reinantes, aumentando, contudo, a claridade que se difundia no exterior. Havia, ainda, na parte posterior, uma placa vertical, semelhante a um leme. De cada lado do corpo principal da máquina havia uma chapa curta, de aproximadamente meio metro de largura, em posição horizontal (ver fig. 6-a e 6-b), quando o aparelho estava pousado no solo.

Quando levantou voo, as placas laterais sofreram uma inclinação de uns 30 graus (veja o sentido da fig. 6-A).

Logo após o roteiro de inspeção, enquanto a máquina ainda estava pousada, o companheiro de Antônio Villas Boas, desceu juntamente com ele, até o solo, através de uma escada (que Antônio Villas Boas verificou, mais tarde, ser retrátil). Em terra firme, fez o tripulante dois orifícios no chão, com os dedos. Apontou para um dos orifícios e depois para o céu e, em seguida, apontou para o outro e para Antônio Villas Boas, que não conseguiu compreender o sentido daqueles sinais, conforme nos declarou.

Depois, na sua rápida ascensão, a máquina, ao partir, mudou a cor esverdeada, da luz frontal, para um branco ofuscante, que foi a única luz que perdurou à distância. A velocidade do voo, quando da partida da máquina, e o seu desaparecimento foram espantosos.

Posteriormente, Antônio Villas Boas verificou que a máquina (quando havia chegado) havia aterrissado a uns 40 metros do rio, o que lhe impediria a retirada, por meio do trator, para sua casa, a qual ficava a 3 km daquele local. Nessas condições, não havia possibilidade, para ele, ter escapado àquele incidente.

Quando no trajeto de volta à casa, naquela noite, sentiu-se Antônio Villas Boas ainda nauseado. Durante três dias, sentiu o “seu fígado dolorido” e surgiram pequenas ulcerações superficiais, na face e nos braços, mas que cicatrizaram pouco depois. Os sinais da retirada do sangue de seu queixo permaneceram visíveis por 3 anos após o incidente.

No dia seguinte ao episódio, encontrou o trator em perfeitas condições de funcionamento. Na terra fofa, arada, ainda podiam ser vistos os traços que o tripé da máquina havia deixado, assim como as impressões dos sapatos dos tripulantes (18 cm de comprimento – ver fig 6-e).

Antônio Villas Boas informou ainda que, alguns meses antes do incidente, por duas vezes, à noite, a casa da fazenda foi banhada por uma claridade vinda do alto. Esse fato fora testemunhado pela sua progenitora. Três meses antes, Antônio Villas Boas e seu irmão haviam visto o pátio da casa iluminado por uma luz que vinha, também, do alto. Pessoas da vizinhança declararam haver visto, à noite, em várias ocasiões, luzes movendo-se no céu.

A uma pergunta nossa, respondeu Antônio Villas Boas que não desejava uma repetição de sua impressionante experiência, mas se, por acaso, a máquina viesse a aterrissar junto dele novamente, ele não mais procuraria fugir de seus tripulantes. Acrescentou ainda que, havia se casado algum tempo depois do incidente.

Do Boletim da SBEDV, n°26/27, constam as três perguntas seguintes:

1ª. Teria o exame de sangue de Antônio Villas Boas algo a ver com o contato que teve, a seguir, com a jovem?

2ª. Os focos luminosos, que incidiam à noite sobre a casa de Antônio Villas Boas, teriam alguma relação com a experiência posterior?

3ª. Quais teriam sido as razões de seu encontro com a jovem?

a) Pra ativar gens fracos de uma raça interplanetária, por meio dos gens robustos terrestres?

b) Para completar um “check-up” físico de um ser da Terra?

c) Para provar aos terrestres que algumas das raças extraterrenas possuem condições físico-anatômicas iguais às nossas?

d) Para estabelecer relações de parentesco interplanetário como elemento precursor de entendimentos políticos ou culturais posteriores?

e) Ou, apenas porque a jovem, que talvez estivesse em situação hierárquica superior, na tripulação da nave, tivera um desejo momentâneo nesse sentido?


 
Resumo do Caso
Um resumo dos fatos ocorridos na noite de 15 de outubro de 1957, em que Antônio Villas Boas foi abduzido.

A Divulgação do Caso
Saiba como o caso Villas Boas chegou ao conhecimento dos ufólogos e como foi divulgado..

A Pesquisa de Olavo Fontes
Relatório de Investigação do ufólogo Olavo Fontes.

A Pesquisa da SBEDV
Relatório de Investigação da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores.

Exame Clínico de Antônio Villas Boas
Laudo do exame em Antônio Villas Boas, realizado por Olavo Fontes.

Relato Pessoal de um Abduzido
Depoimento pessoal de Antônio Villas Boas.

Pesquisas Posteriores
Pesquisa realizada por Claudio Suenaga e Pablo Villarubia para a Revista UFO.

Galeria do Caso
Fotografias, imagens e desenhos referentes ao caso.



Comentários (6)

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Haroldo (São Paulo, Brazil) diz...
Para mim esse caso é fraudulento. Um dos jornalistas envolvidos no caso é o conhecido João Martins, da revista O Cruzeiro, o qual participou da comprovada fraude do Disco voador da Barra da Tijuca em 1952. Alem disso o caso seria degradante para a pobre da ET, tida como criatura superior.
5 July 2016 06.01
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Referências:

- Livros
  • BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petrópolis: Ed. Vozes, 1983.
  • DURRANT, Henry. Primeiras investigações sobre os humanóides extraterrestres. Tradução de Luzia D. Mendonça. São Paulo: Ed. Hemus,1980.
  • KEYHOE, Donald. A verdade sobre os discos voadores. Tradução de Lauro Blandy. São Paulo: Global Editora, 1973.
  • MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. Contactos Alienígenas. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.
  • MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. O Fenômeno OVNI. Rio de janeiro: Time-Life Livros,1993.
  • HOPKINS, Budd. Intrusos - Um estudo sobre o rapto de pessoas por alienígenas. Tradução de Reinaldo Guarani. Rio de Janeiro, 1995.

 


- Boletins
  • B23 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 26-27
  • B46 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 90-93
  • B63 - Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 1975
  • B64 - PEREIRA, Jader. Tipologia dos humanóides extraterrestres. Coleção Biblioteca UFO, nº 1, Março 1991.

 


- Artigos de Revistas
  • SBEDV. Contatos com extraterrestres no Brasil. Revista UFO, Campo Grande, nº 6, p.20-2, nov/dez 1988.
  • LAUDA, Jaime. O Caso Villas-Boas revisado. Ufologia Nacional e Internacional, Campo Grande, nº 3, p. 13-15, julho/agosto 1985.
     

 


- Documentos Oficiais

 


- Vídeos e Documentários

 


- Sites e Blogs

- Outros
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