O Caso do Hospital Cowichan

O Caso do Hospital Cowichan

Na madrugada de 1º de janeiro de 1970, na Ilha de Vancouver, Canadá, múltiplas testemunhas confiáveis relataram a presença de estranhas naves luminosas, incluindo um encontro próximo no Hospital de Cowichan, dando origem a um dos casos ufológicos mais intrigantes da região.


Neste artigo:


Introdução

Nas primeiras horas do dia 1º de janeiro de 1970, na Colúmbia Britânica, Canadá, ocorreu um dos episódios ufológicos mais intrigantes já registrados no país. O cenário foi o Hospital Distrital de Cowichan, onde, durante o turno da madrugada, várias enfermeiras testemunharam a presença de um objeto aéreo estranho pairando nas proximidades do prédio. Entre elas estava Doreen Kendall, enfermeira prática que, diferentemente das demais, teve uma observação extremamente próxima — chegando a relatar não apenas a nave, mas também seus ocupantes.

O caso ganhou ainda mais força porque, nas horas seguintes, surgiram diversos avistamentos corroborativos em diferentes pontos da Ilha de Vancouver, todos com múltiplas testemunhas consideradas confiáveis. Os relatos apresentavam semelhanças notáveis e, talvez mais significativo, nenhuma das testemunhas jamais alterou sua versão, mesmo após interrogatórios insistentes de pesquisadores e investigadores. O fato de tudo ter ocorrido em uma época anterior à internet e ao ciclo contínuo de notícias — quando episódios assim demoravam dias para se tornar públicos — contribui para a singularidade e a força do caso.

Doreen Kendall iniciou seu turno exatamente à meia-noite daquele Ano Novo. Para ela, tratava-se de mais uma jornada noturna comum de oito horas cuidando de pacientes idosos. No entanto, pouco depois das 5 da manhã, o que parecia ser uma rotina absolutamente normal tomou um rumo inesperado.

Enquanto percorria as enfermarias ao lado da enfermeira Frieda Wilson, Kendall percebeu certa agitação em um dos residentes. Deixando a colega responsável por outro paciente, aproximou-se da janela para abrir as pesadas cortinas e permitir a entrada de um pouco de ar fresco. No lugar da brisa matinal, porém, uma luz intensa e ofuscante inundou o quarto assim que as cortinas foram abertas.

Após alguns segundos, quando seus olhos se ajustaram ao brilho, Kendall conseguiu identificar claramente a origem da luz: um enorme objeto em forma de disco, descrito por ela como semelhante a “Saturno”, pairava a cerca de dezoito metros do prédio. A nave tinha aproximadamente quinze metros de comprimento e apresentava uma divisão nítida entre a parte superior e a inferior. A porção inferior era prateada, com aparência metálica e formato de tigela. Já a parte superior lembrava uma cúpula feita de algo semelhante a vidro, de onde emanava a intensa luminosidade. Segundo Kendall, era possível ver diretamente o interior da nave.

Representação do momento que a enfermeira abriu a cortina de um dos quartos e avistou a nave e seus tripulantes.

Foi então que ela percebeu a presença de duas figuras humanoides dentro da cúpula.

Ela estimou que ambos tinham cerca de um metro e oitenta de altura. Vestiam trajes justos, aparentemente feitos do mesmo material das máscaras que cobriam seus rostos, embora suas mãos estivessem descobertas. Os dois pareciam ocupados em tarefas distintas dentro da nave, que naquele momento encontrava-se levemente inclinada para a frente, permitindo uma visão ainda mais clara do interior.

Kendall descreveu a existência de dois assentos atrás de cada figura e um grande painel de controle cromado ou metálico que ocupava boa parte da parede traseira da nave. O painel era repleto de luzes, símbolos e formas, transmitindo uma clara sensação de intensa atividade, ainda que incompreensível para ela. Um dos humanoides parecia concentrado exclusivamente nesse painel, como se algo crítico estivesse acontecendo. Kendall teve a forte impressão de que a nave enfrentava algum tipo de problema técnico.

Reconstituição do objeto, feito a partir do desenho feito por uma das testemunhas.

Enquanto observava, curiosa e estranhamente tranquila, uma das figuras virou-se repentinamente em sua direção. Embora o rosto estivesse oculto, Kendall sentiu que havia sido percebida. O humanoide tocou o companheiro para chamar sua atenção e, em seguida, passou a operar um dispositivo semelhante a um joystick. Seus movimentos eram precisos e controlados. Ao mesmo tempo, a nave começou a girar lentamente no sentido anti-horário.

Temendo que qualquer som pudesse interromper aquele momento, Kendall permaneceu imóvel junto à janela. Ela então percebeu a presença de Frieda Wilson atrás de si e, com um gesto silencioso, pediu que a colega se aproximasse. Nesse instante, o objeto começou a se afastar, e Kendall foi tomada pelo receio de que, sem outras testemunhas, ninguém acreditasse em seu relato. Felizmente, Wilson chegou à janela a tempo e exclamou, surpresa: “O que é aquilo?”

Mais tarde, Wilson descreveria o objeto como uma luz enorme, circular e muito maior que um carro. Segundo ela, o objeto movia-se lentamente, na altura das janelas da ala infantil, antes de começar a se afastar do hospital.

Outros Testemunhos

Com a aparente partida da nave, as enfermeiras chamaram outras colegas. Em poucos instantes, mais duas mulheres chegaram às janelas. Embora o objeto já estivesse mais distante, todas conseguiram observar o comportamento incomum das luzes. Uma delas correu até outra janela e testemunhou a nave girar antes de disparar a uma velocidade impressionante, “como um raio”.

Um aspecto curioso do episódio foi a diferença emocional entre as duas principais testemunhas. Kendall descreveu sua experiência como quase eufórica, enquanto Wilson afirmou ter sentido medo e alarme. Alguns pesquisadores sugeriram que a tranquilidade de Kendall poderia ter sido induzida por algum tipo de tecnologia desconhecida, hipótese levantada também em outros casos de encontros próximos, nos quais testemunhas relatam estados alterados de consciência ou até paralisia — embora Kendall não tenha relatado imobilidade, apenas uma sensação de transe até a partida da nave.

O hospital Cowichan, onde o fato aconteceu.

De maneira meticulosa, Kendall registrou o ocorrido nos arquivos oficiais do hospital. Em seu relato, escreveu:

Às 5 da manhã, quando abri as cortinas, vi um disco voador voando rente ao terceiro andar do hospital. Havia dois homens ou figuras na cúpula, voando em direção a Victoria. A parte inferior do disco estava brilhantemente iluminada, assim como a cúpula — era manhã de Ano Novo.”

O que ela não sabia, naquele momento, era que outros avistamentos haviam ocorrido na região da Ilha de Vancouver no mesmo dia. Uma semana depois, quando a história foi publicada no jornal Cowichan Herald, novos relatos começaram a surgir. Um casal que voltava de carro de uma festa de Ano Novo relatou ter visto, pouco depois das 5 da manhã, uma luz brilhante “do tamanho de uma casa” pairando sobre eles.

Naquela mesma noite, por volta das 19 horas, a família Drummond vivenciou outro episódio peculiar em Mill Bay. Enquanto preparava o jantar, Bea Drummond notou um intenso brilho amarelo-alaranjado cruzando o céu. Seu filho, Jim, e a esposa dele, Dianna, estavam em um barco próximo à costa. Jim, que trabalhava como piloto de navio, pegou imediatamente um telescópio para observar o objeto.

A enfermeira Kendall, uma das protagonistas do caso.

Ele descreveu a nave como tendo formato oval, com uma parte superior transparente, dentro da qual era possível distinguir luzes — um detalhe que ecoava de forma surpreendente o relato de Kendall horas antes. Quando Bea acendeu o refletor da varanda para iluminar o caminho do filho, o objeto desceu rapidamente e parou a cerca de 90 metros de altura, posicionando-se entre o barco e a casa.

Logo depois, um feixe de luz emergiu da nave, descrito por Jim como um tubo de néon muito fino, contendo pontos e traços semelhantes ao código Morse. O feixe se moveu em curvas e, após um clarão, desapareceu. Em seguida, a nave disparou verticalmente e sumiu a uma velocidade impressionante.

Vizinhos da família, os Hallet, confirmaram o avistamento. George Hallet afirmou que a nave não se assemelhava a nenhuma aeronave convencional e movia-se em completo silêncio, permanecendo visível por cerca de cinco minutos. Pouco depois, clientes do restaurante Deer Lodge, também em Mill Bay, observaram um intenso brilho alaranjado no céu, descrito como uma grande bola de luz extremamente luminosa.

É inegável que algo incomum cruzou os céus da Ilha de Vancouver nos primeiros dias de 1970. Considerando que muitas das testemunhas eram profissionais respeitados, com responsabilidades e reputações a zelar, torna-se difícil supor que todos tenham inventado histórias fantasiosas na mesma noite.

Croqui da observação da família Drummond.

A região, aliás, já era conhecida por relatos semelhantes há décadas, e, como outras áreas da costa oeste do Pacífico, parece concentrar uma atividade ufológica recorrente. Nas semanas seguintes ao Ano Novo, novos avistamentos de objetos vermelho-alaranjados foram registrados. Houve relatos de objetos sobre escolas, estradas e áreas residenciais, levando até motoristas a parar seus veículos para observar os estranhos fenômenos.

Embora os avistamentos continuem até hoje, nenhum outro episódio foi tão concentrado e impactante quanto o de janeiro de 1970. Se os objetos observados eram de origem extraterrestre ou fruto de alguma tecnologia terrestre secreta, permanece uma questão em aberto.

Reconstituição por IA, do avistamento da família Drummond.

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COMMENTS

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    LUCAS NEVES ASSUNCAO 3 meses

    Top demais 👽🖖

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