
O Caso Morelo
O Caso Morelo envolve a suposta abdução de crianças, na região de Concórdia, na Argentina. Mas o que realmente existe por trás dessa história?
Neste artigo:
Introdução
Ao longo da história da Ufologia, numerosos casos de abdução foram registrados, documentados e investigados. Algumas características dessas abduções variam de um país para outro, ou de uma cultura para outra. Mas em geral, as abdução seguem padrões específicos, no mundo inteiro.
Existem 64 elementos comuns em todas as abduções. Detalhes específicos, conhecidos dos ufólogos especialistas no tema, mas que não são de conhecimento público. Esses padrões são elementos de verificação, ou seja, quando surge um novo caso potencial, ele vai se encaixar nesses padrões com uma exatidão impressionante. Mas quando o caso é uma fraude, ele raramente se encaixa nesses padrões.
Existem casos famosos de supostos contatados, e alguns deles que conseguiram angariar muitos e muitos seguidores, gerando um movimento semelhante ao de uma seita. Embora tais contatados aleguem ter sido abduzidos, seu relato não se encaixa em nenhum desses padrões, evidenciando a farsa de suas histórias.
Além dos padrões documentados nos casos de abdução, é comum que eles envolvam também efeitos físicos e fisiológicos e podemos dividí-los em quatros categorias básicas:
- Físicas
- Químicas
- Fisiológicas
- Psicológicas
Efeitos Físicos
Entre os efeitos físicos, verificados em casos de contato ufológico, existem três características básicas:
- Queimaduras
- Cicatrizes
- Marcas derivadas de escoriações e ferimentos durante a observação ufológica
Casos de queimadura foram documentados em numerosos incidentes ufológicos. No caso Antônio Nelso Tasca, o abduzido apresentou uma queimadura de terceiro grau, totalmente indolor, nas costas, assim que terminou sua abdução.
Já no caso da Ilha dos Caranguejos, quatro pescadores foram afetados por um fenômeno luminoso, noturno, que pairou sobre o barco durante a noite. Ao amanhecer, um deles estava morto e outros dois estavam com queimaduras graves na região torácica.
Casos com cicatrizes são bem comuns, tanto em contatos mais leves quanto em casos de abdução. Na grande maioria dos casos de abdução documentados, o abduzido apresenta uma cicatriz circular, em forma de concha, localizado entre o joelho e o calcanhar.
Casos com ferimentos e escoriações também são documentados por todo o planeta. Um exemplo é o caso do sitiante Hermelindo da Silva, que sofreu uma tentativa de abdução em Vargem Grande (MG). Essa tentativa foi um tanto pitoresca, visto que a nave, que tinha a forma de um sino, tentou abduzí-lo com quatro cabos com ganchos. Um pequeno tripulante desceu por um dos campos e envolveu o tornozelo do sitiante, que foi então içado para o aparelho.
Hermelindo resistiu e começou a brigar com o pequeno tripulante. Resistindo à abdução ele evitou ser puxado para dentro da nave e acabou sendo então abandonado pelos abdutores. Ele caiu de alguns metros de altura, sobre alguns espinhos na beira da estrada. Ao final de sua experiência, ele tinha marcas, ferimentos e escoriações.
Efeitos Químicos
Nesta categoria estão as intoxicações químicas, eletromagnéticas ou radioativas, que debilitaram os protagonistas desses casos. Em muitos desses casos, eles foram hospitalizados e alguns ficaram com sequelas temporárias ou permanentes.
Nesta categoria estão listados também os casos onde houve esterilização do solo, durante sobrevoo a baixa altura ou mesmo pouso do objeto observado. Em vários casos deste tipo houve detecção de radioatividade.
Efeitos Fisiológicos
Na categoria de efeitos fisiológicos estão os efeitos sentidos ou documentados em seres vivos. Febre, formigamento, paralisia são os efeitos mais comuns. Mas também existem casos de alergia, sudorese e micção intensa, além de inflamações, dores e tontura.
Em plantas, pode ocorrer a alteração na taxa de crescimento, tanto retardando, quando acelerando esse crescimento.
Em casos mais raros, pode ocorrer distúrbios ou perda de visão de audição, curas ou mesmo morte daqueles que interagiram com o fenômeno.
Esses efeitos fisiológicos, acabam influenciando o surgimento da ultima categoria, que são os efeitos psicológicos.
Nesta categoria temos o impacto psicológico da experiência, gerando quadros de estresse pós traumático, insônia, medos, fobias, hipersensibilidade ou falta de sensibilidade.
O Caso Morelo
O Caso Morelo, segundo as diversas fontes e versões do caso, envolvem a abdução de crianças e existem duas imagens clássicas associadas ao caso e que podemos ver abaixo:

As duas imagens associadas ao caso Morelo.
Existem poucas informações sobre o caso e existem duas versões conflitantes, embora elas possuam uma essência comum. E ao que parece, esse caso não se enquadra na grande maioria dos padrões observados em casos de abdução.
A primeira versão relata que o caso teria ocorrido em 9 de agosto de 1992, na região de Concórdia, próximo da fronteira entre Argentina e Uruguai e envolveria quatro crianças:
- Maria Molero, 8 anos;
- Emma Molero, 6 anos;
- Jorge Molero, 5 anos;
- Carlos Molero, 3 anos

Segundo esta versão, as crianças brincavam em um campo, à frente de casa. Sua mãe, Carmen Morelo, estava na cozinha de sua casa e em dado momento ouviu o grito das crianças. Ela correu pra fora, para ver o que estava acontecendo. Foi então que avistou uma nave em forma de disco, dourada, que media entre 23 e 25 metros de diâmetro.
Este objeto pairou sobre as crianças, iluminando-as com um facho de luz. Vendo esta cena, Carmen gritou para o marido, que correu ao local e pôde também observar a cena. Além do casal, três vizinhos puderam observar o momento em que as três crianças foram sugadas para dentro do aparelho.
O casal, aterrorizado, observou a nave se afastando em alta velocidade e desaparecendo em seguida.
A polícia teria sido chamada e as buscas tiveram início, o que acabou chamando a atenção da imprensa. Com a divulgação da notícia, um ufólogo, chamado Armando Azparén, teria ido ao local para investigar e auxiliar nas buscas.
Ainda de acordo com esta versão, três noites depois, o casal estava na sala de casa, quando observou uma luz intensa aproximando-se da residência. Eles observaram esta nave pairar sobre o mesmo campo e devolver as crianças, por meio de um raio de luz.
Com o retorno das crianças, o casal teria telefonado à polícia, informando que elas haviam reaparecido.
Outra versão
Uma outra versão diz que o caso teria ocorrido em 4 de dezembro de 1994, na mesma região de Concórdia. Os irmãos desaparecidos seriam:
- Andrés Molero, 9 anos;
- Jorge Molero, 8 anos;
- Carlos Molero, 7 anos
Eles estariam no campo, à frente de casa e teriam sido abduzidos, exatamente como descrito na versão 1.
As autoridades teriam feito declarações a respeito do desaparecimento. Um porta-voz das forças militares argentinas não confirmou nem negou que um OVNI teria sido detectado por radar tanto no dia da abdução quanto na noite em que os meninos foram devolvidos. Ele simplesmente afirmou:
“Estamos investigando, e os fatos serão divulgados quando forem conhecidos. Esperamos ter informações sólidas em breve.”
O retorno das crianças teria ocorrido da mesma forma descrita na versão 1. Nesta versão, se alega que o caso foi investigado pelo ufólogo Armando Azparén, que teria tentado entrevistar as crianças, mas teria sido impedido pelas autoridades.
Entretanto, nesta versão existem declarações das crianças sobre o episódio.
Andrés Molero teria declarado:
“Um grande navio dourado nos levou para o céu, e era conduzido por Deus. Eu sei que era Deus. Ele usava roupas douradas, tinha cabelos longos e prateados e brilhava por todo o corpo. Ele era muito gentil e nos disse para chamá-lo de Lalar. Ele nos mostrou a Lua e outros lugares no céu, e disse que eram as estrelas”.
Os outros dois meninos confirmaram o relato de Andrés e disseram que ficaram “com medo por um tempo”.
Jorge declarou: “Lalar raspou nossos rostos com um bastão branco e nos espetou nas costas com uma agulha, mas não nos machucou”.
Carlos, o mais novo, disse: “Havia pequenas luzes piscando por toda parte. O homem parecia estranho, porque tinha uma cabeça grande e dois olhos grandes e amarelos. Ele é nosso amigo”.
O pesquisador Azparén teria visto as marcas nas costas dos meninos, após o seu retorno.
Aqui podemos observar algumas contradições: Se havia o impedimento governamental para a entrevista com as testemunhas, como ele conseguiu os depoimentos e como pôde ver as marcas nas costas das crianças?
Além disso, por que não existem fotografias dessas marcas?
Em nossas investigações, em buscas de informações sobre o caso, não encontramos provas da existência de Armando Azparén.
Também não foram encontradas declarações governamentais sobre o fato ou qualquer boletim de ocorrência sobre o suposto desaparecimento em ambas as datas descritas.
Além disso, pesquisadores que tentaram reabrir o caso, por volta do ano de 2010, não encontraram qualquer pista sobre a família Morelos, o que pode indicar que o caso é na verdade uma fraude.
E você, o que acha deste caso?
Com informações de:
-
CREIGHTON, Gordon. [Título do Artigo]. Flying Saucer Review, [Local de publicação], v. 40, n. 3, p. 18-19, outono 1995.
- LA HISTORIA de los cuatro niños que fueron abducidos en Concordia. Aire de Santa Fe, [S. l.], 23 out. 2020. Disponível em: https://www.airedesantafe.com.ar/sociedad/la-historia-los-cuatro-ninos-que-fueron-abducidos-concordia-n176005. Acesso em: 15 abr. 2026.


