Um OVNI Aterrissou na Ilha Espeuaer, na Noruega?

Um OVNI Aterrissou na Ilha Espeuaer, na Noruega?

Uma marca oval e profunda surgida em um campo isolado da Ilha de Espeuñaer, na Noruega, permanece sem explicação, apesar de investigações oficiais que descartaram causas naturais e atividades humanas comuns.


Neste artigo:


Introdução

Uma estranha e intrigante marca descoberta em 1976, em um pequeno campo da Ilha de Espeuñaer, próxima à costa leste da Noruega, despertou perplexidade entre moradores, autoridades e especialistas. Nenhuma explicação consensual ou plenamente satisfatória conseguiu esclarecer a origem do fenômeno.

A marca consiste em uma depressão contínua no solo, com cerca de 40 centímetros de largura, formando um desenho ligeiramente oval. Seu perímetro mede aproximadamente 64 metros, com um eixo maior de 26 metros e um eixo menor de 16 metros. Ao longo dessa faixa, a grama encontra-se visivelmente compactada, inclinada e orientada na mesma direção, como se algo pesado tivesse passado pelo local de forma contínua e controlada. Não se trata apenas de vegetação dobrada: o próprio solo apresenta sinais de compressão, com vários centímetros de profundidade.

Diversas hipóteses foram levantadas desde a descoberta, mas nenhuma delas se mostrou realmente convincente. Durante o verão, o pequeno campo é utilizado como espaço de lazer pelos jovens da ilha, servindo ocasionalmente como campo improvisado de futebol. Já no inverno, costuma ser usado como pista de patinação no gelo. No entanto, essa possibilidade foi prontamente descartada, pois durante o inverno de 1976 não houve formação de gelo na área. Assim, não há como associar o surgimento do anel oval a atividades desse tipo.

A estranha marca circular descoberta em uma área de difícil acesso na Ilha Espeuñaer

Outra explicação cogitada envolvia o uso de motocicletas ou veículos leves. Contudo, o próprio relevo e o isolamento do local tornam essa hipótese improvável. O campo fica afastado de estradas, trilhas e acessos regulares, o que inviabiliza a circulação de motocicletas ou qualquer outro tipo de veículo que pudesse produzir uma marca tão regular e extensa. Essa alternativa, portanto, também foi descartada.

Diante da falta de respostas, o caso chamou a atenção da Força Aérea Norueguesa, que decidiu investigar o fenômeno oficialmente. Em 22 de abril de 1976, especialistas da Força Aérea realizaram uma inspeção detalhada da área. Um helicóptero sobrevoou o local, registrando fotografias aéreas do anel antes de pousar para uma análise direta do terreno e da vegetação.

Após a inspeção, o capitão Bjorn Drangsholt apresentou uma explicação cautelosa, sugerindo que o anel poderia ter sido formado por crianças brincando de roda. No entanto, ele próprio reconheceu a fragilidade dessa hipótese, observando que, para produzir uma depressão com vários centímetros de profundidade, tal brincadeira teria de ocorrer repetidamente por muitos meses — algo pouco plausível, considerando o isolamento do campo e a regularidade da marca.

O mistério ganhou contornos ainda mais intrigantes com o relato de Else Tollevik, moradora que vive nas proximidades da área. Segundo ela, no final de outubro de 1975, cerca de cinco meses antes da descoberta do anel, ocorreu um episódio incomum. Durante a noite, o cachorro da família acordou subitamente e começou a latir e uivar de maneira intensa e prolongada. O animal estava extremamente agitado, com os pelos eriçados, e não houve qualquer tentativa bem-sucedida de acalmá-lo. O comportamento anormal persistiu por mais de uma hora e meia.

Intrigada, Else Tollevik foi até a janela da cozinha para verificar se havia algo estranho do lado de fora. No entanto, não percebeu nada fora do comum. Curiosamente, essa janela fica voltada para a direção oposta ao campo onde o anel seria posteriormente encontrado, o que torna o episódio ainda mais enigmático, sem permitir uma associação direta, mas também sem descartá-la completamente.

Pesquisadores estiveram no local fazendo análises.

Outro ponto relevante é o fato de ninguém na região ter visto ou ouvido qualquer coisa que pudesse indicar o momento exato em que as marcas foram criadas. Determinar quando o fenômeno ocorreu poderia ser uma pista crucial para sua explicação, mas o silêncio de testemunhas diretas apenas reforça o mistério.

Do ponto de vista técnico, a própria Força Aérea reconheceu que o rastro foi produzido por “algo” que achatou tanto a vegetação quanto o solo, deixando uma faixa contínua de aproximadamente 40 centímetros de largura. A regularidade da forma e a uniformidade da compressão chamaram a atenção dos investigadores.

Em meio às especulações, surgiu a hipótese de que o fenômeno pudesse ser um chamado “círculo de fadas”, normalmente associado ao crescimento de fungos no solo. A professora Ebil Ekblad, do Museu Botânico de Bergen, afirmou acreditar que essa seria a explicação mais provável. Mesmo sem ter visitado o local pessoalmente, Ekblad analisou fotografias do anel e declarou estar “cem por cento certo” de que um fungo seria o responsável pela formação da marca. Segundo ele, a confirmação definitiva viria no final do verão, quando o círculo deveria adquirir uma coloração avermelhada ou acastanhada, contrastando com o verde da vegetação ao redor.

Outro ângulo da marca encontrada no local.

Essa explicação, porém, foi recebida com ceticismo tanto pelos moradores da ilha quanto por outros pesquisadores. Finn Kalvik, da N.U.F.O.C., contestou abertamente a conclusão do professor. Kalvik visitou o local, coletou amostras da grama e do solo e afirmou não ter encontrado qualquer evidência de crescimento fúngico. Segundo ele, a quantidade de grama seca dentro do círculo é semelhante à da área ao redor, o que não condiz com o padrão típico de círculos de fungos. Além disso, Kalvik destacou que não se trata apenas de um problema vegetal: toda a área ao longo do perímetro do círculo foi claramente aplanada, como se algo pesado tivesse passado por ali.

Os próprios habitantes de Espeuñaer rejeitam a explicação do “círculo de fadas”. Sigurd Tollevik, que visita o local com frequência desde a descoberta das marcas, afirma que teria notado sinais de fungos se essa fosse a causa. Para aqueles que observaram o fenômeno de perto, a impressão predominante é de que o anel foi criado por um objeto pesado em movimento. Essa percepção é reforçada pelo fato de que várias pedras ao longo do perímetro estão fraturadas ou afundadas no solo, algo difícil de explicar apenas por processos biológicos naturais.

Por fim, análises laboratoriais trouxeram novos elementos ao debate. Amostras de solo coletadas tanto no interior do círculo quanto em sua área circundante foram examinadas sob a coordenação do consultor estatal Kare Arsvoll. Os resultados foram claros: não há qualquer evidência de crescimento de fungos nas amostras analisadas.

Com isso, a explicação natural baseada em fungos perdeu força, deixando o fenômeno novamente sem uma resposta definitiva. Assim, o enigmático anel da Ilha de Espeuñaer permanece como um caso em aberto, desafiando interpretações simples e mantendo viva a curiosidade de todos aqueles que buscam compreender o que, afinal, deixou sua marca silenciosa naquele campo isolado da Noruega.

 

 

Com informações de:


  • NILSSON, Leih. Un Aterrizaje en Noruega?. UFOPRESS, abr. 1977, p. 5–7.

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