O Gigante de Paty do Alferes (RJ)

Um interessante e pitoresco caso ufológico ocorrido em Paty do Alferes (RJ), com o relato de avistamento de um humanóide de grande estatura.

Página principal do caso


Página 1 - Resumo do caso


Página 2 - A Investigação da SBEDV


Texto original da SBEDV - Erros ortográficos e normas gramaticais da época foram mantidos.

Sumário:


 

 


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Introdução

Em 1977, soubemos do episódio de Moacir pelo compositor Carlos Arcthur Ribeiro da Rocha (Carlinhos Sideral), que nos apresentou a Waldir Vieira, o qual havia difundido o caso, em seu conhecido programa radiofônico, da Rádio Globo.

Imediatamente, ainda em 1977, procuramos Moacir Baiano no endereço certo, amavelmente indicado a nós por Waldir Vieira. Porém, na ocasião, como se encontrasse ausente de casa por motivo profissional (pintura de paredes), não tivemos oportunidade de encontrar Moacir, embora deixássemos recado para posterior comunicação por telefone. Só recentemente é que nos foi lembrado o nome e o caso desta testemunha por pessoa conhecida nossa e de Moacir. Na ocasião, essa pessoa amavelmente procurou junto conosco a nova residência de Moacir, pois teria sido muito difícil nós acharmos sozinhos.

Moacir é do tipo troncudo de caboclo inteligente, mescla de nossas quatro raças do “hinterland” do norte, índio, preto e europeu, holandês e português. Disse-nos logo, para caracterizar a dureza de sua vida, que “trabalhava de dia para poder jantar de noite”, juntamente com as dezesseis bocas pra sustentar, a esposa e seus quinze filhos. Alias, na época do episódio, estes eram em número de doze.

Realmente, antes de relatar o caso, devemos confessar que Moacir, por alguns de seus predicados, sobressai ainda do resto das pessoas, embora tivesse escolaridade profissional na Paraíba e, em 1955, o curso ginasial no Rio de Janeiro. Comprovou mais tarde porém veia artística de paisagista, tendo recebido diversas distinções e prêmios, em sua cidade e no Rio de Janeiro.

Em 31 de outubro de 1977, na véspera do Dia dos Finados, Moacir, então com 53 anos de idade, naquela tarde de lazer encontrava-se de pijama assistindo a programa de televisão no casarão Belvedere; construído para ser hotel, para em seguida ser demolido por questões de herdeiros e compradores. O Belvedere assentava-se no cume de um morro, dominando ampla e bonita vista de vales em torno de Pati do Alferes.

Cerca das 18 horas, chegou a filha de Moacir, Monique, então com aproximadamente 18 anos, com a notícia do falecimento do Professor Cornélio Fernandes, também diretor de escola profissional Cenecista, ligada ao Senai. Havia ele falecido subitamente, de infarto cardíaco fulminante. Amigo de Cornélio, Moacir pediu imediatamente à esposa que preparasse roupa para sair. Vestiu-a e saiu.

Ainda na saída de casa, pela direita Moacir ouviu seu nome ser mencionado por pessoa que dizia “preciso falar-lhe”, cuja voz lhe parecia familiar. Ao virar-se na direção da voz, sua vista foi ofuscada por forte luz. Assim, baixou os olhos e, no chão diante de si, viu dois pés das dimensões dos nossos, calçados porém com botas brancas de aspecto metálico e brilho de aço inoxidável. Estas calçavam perdas peludas, de pelos claros, vestidas de bermuda branca presa por um cinto marrom. O estranho do caso foi a altura da fivela do cinto, que se emparelhava ao rosto de Moacir e que consistia de um disco metálico de aproximadamente 20 cm de diâmetro. Com 1,64m de altura, Moacir tinha de olha pra cima para ver o rosto da pessoa, jovial e arredondado, pertencente a alguém com cerca de 3 metros de altura, ou seja, quase o dobro da testemunha.

Moacir refletiu assim que o disco metálico à frente de seu rosto, embora no momento ostentando só brilho metálico, instantes antes deveria ter sido a causa do ofuscamento de sua vista. Evidentemente o gigante à sua frente era um homem de corpo musculoso, tipo de halterofilista. Seu busto estava coberto parcialmente por camisa marrom, de corte semelhante ao dos nossos coletes. Outrossim, a cor da pele daquela pessoa era a de cera, bem como o rosto, aparentando uns 40 anos de idade, jovial no semblante. Era alias parecidíssimo com um colega de Moacir, o pintor Francis, que mais tarde mudou-se de Pati do Alferes para o Rio de Janeiro.

Em retrospecto, Moacir achou que, correspondendo nas dimensões aos comuns, os pés do gigante eram desproporcionalmente pequenos para uma pessoa com 3 metros de altura.

O estranho é que Moacir não se assustou quando o ufonauta, pondo-lhe a mão direita no seu ombro direito, com ele assim entrelaçado iniciou a descida do morro Belvedere. Assim tutelado pelo gigante, Moacir desceu cerca de 50 metros íngremes, por trilha funda de uns 20 cm escavada pela chuva e por andanças. Embora essa trilha desse lugar para descida só em fila indiana, enquanto Moacir caminhava aos trancos e barrancos, seu acompanhante colocado ainda em terreno pior ao seu lado nem por isso deixou de continuar abraçado com ele. E em vez dos sacolejos e dificuldades para uma pessoa normal, sua marcha era mais de alguém flutuando numa esteira rolante.

A coisa seguinte estranha aconteceu no pé do morro, pois os dois penetraram numa neblina espessa e escura, andando por ela durante alguns minutos. Quando saíram daquela névoa, Moacir constatou que não haviam chegado à estrada e às casas que serpenteavam o pé do morro Belvedere, vislumbrando apenas um descampado com pouca vegetação. À curta distância de uns 10 a 15 metros, aterrissado em tripé de 3 metros de altura, avistou disco voador metálico, de 15 metros de diâmetro, cor de alumínio fosco, constituído de duas espécies de pratos fundos justapostos. Entretanto, as partes largas estavam separadas entre si por pequena distância, parecendo com a configuração de um ioiô. Através dessa separação, Moacir viu peças em movimento.

A nave apresentava uma altura de aproximadamente 7 metros. Na cúpula superior, situava-se ainda uma fenda transversal, pela qual escapava o que Moacir interpretou ser ar ou gás quente, por deformar-se o campo ótico da paisagem vista através.

Moacir foi convidado pelo gigante a inspecionarem juntos a parte baixa e externa do disco voador, apoiado no tripé, quando subitamente, junto ao estranho viu-se em pé, embaixo da nave, faltando ainda aproximadamente uns 4 dedos para que a cabeça do seu cicerone, de 3 m de altura, roçasse a base do disco voador.

Nessa base, Moacir avistou, paradas, umas rodelas metálicas, reluzentes. Quando o ufonauta levantou a mão esquerda, subitamente destacou-se na parte inferior da nave uma chapa de metal. Esta, executando movimento em torno do seu eixo e outro de dobradiça para baixo, foi transformar-se na beirada do disco voador, numa escada de quatro degraus.

A distância entre esses degraus era de aproximadamente 60 cm e assim demasiada para as proporções humanas. Enquanto Moacir teve dificuldade em galgá-los, atrás dele o gigante, com um “vamos lá dentro!”, com facilidade os venceu.

Por dentro, pelo frio que sentia Moacir, a nave estava aparentemente climatizada. Lá, o ufonauta retirou a mão do ombro de Moacir e este naquele momento sentiu verdadeiro alívio, como se houvessem tirado dele peso de 20 kg.

A cor que prevalecia no ambiente era a de verde alface, tanto no material que cobria o chão, elástico como uma espuma de 10 cm, quanto na “chaise longue”. Esta achava-se plantada no meio da sala. Era do tipo anatômico e também atapetada por material elástico, conforme Moacir constatou ao apalpá-la.

Moacir não soube situar para nós o local exato da porta após esta ter se fechado, porém em redor da sala circular havia uns doze feito janelas, com dimensões de 3m de largura por 1,5 m de altura cada um. Através destes, filtrava alguma luz para a sala na penumbra. Moacir chegava alcançar com o meio de seu peito apenas a borda inferior de cada quadro, pois as dimensões do ambiente estava aferidas para o gigante. O lugar de uma das janelas havia sido substituído por um tipo de tela de controle, uma vez que continha uns 40 trepidantes indicadores com escalas redondas e semilunares de sinais e cores diferentes. No meio deles destacava-se calota luminosa de uns 30 cm de diâmetro, de cujo centro raias iridescentes dirigiam-se para a periferia.

Ao aproximar-se das janelas, ou visores, lentamente de uma a uma Moacir começou a movimentar-se para a esquerda, olhando através de cada uma delas. Na primeira, encontrou um firmamento de cor cinza-azulada, avistando astros brilhantes. Enquanto olhava pela segunda janela Moacir recebeu em seu corpo impacto como se estivesse em acelerada ascensão. A visão através desta janela proporcionou a aproximação de corpos luminosos em voo veloz e, instintivamente, Moacir levantou seu braço como escudo de proteção, antepondo-se ao rosto. Os aspectos observados pelas outras janelas variavam, sejam por estarem focalizando direccionalmente diferentes regiões ou os visores graduados para desiguais profundidades do espaço cósmico. Infelizmente, os desenhos a esse respeito feitos após o episódio por Moacir perderam-se, pois se extraviaram ou foram destruídos por ocasião de duas mudanças de residência da família da testemunha. Entretanto, Moacir lembra-se ainda de alguns aspectos avistados, como o de alguns aspectos avistados, como o de esferas, feito Saturno, circundadas porém por anéis bem mais largos e nas cores do arco-íris. Em outra fase, apercebeu-se no campo visual de corpos maiores e redondos, apenas de cor amarela fosca, e de outros menores, de fulgor intenso, incomum.

Após ele ter olhados todos os visores e o painel, seu cicerone o convidou: “Vamos a uma sala secreta!”. Desceram então os dois ou três degraus, passaram por um vão e tiveram acesso a um quarto de temperatura bastante fria. Neste aposento, havia prateleiras, estantes e nichos ao longo das paredes, onde se achavam expostos inúmeros recipientes de formas diversas, mas todos contendo um líquido de aspecto verde claro. No meio do quarto, com dimensões de aproximadamente em altura e comprimento correspondiam às dimensões do gigante, achava-se armada, uma mesa parecendo de laboratório de biologia ou de exames e operações ginecológicas, pelo aspecto dos apetrechos ligados à ela.

A essa altura dos acontecimentos, as perguntas feitas por Moacir e as respostas dadas pelo gigante processavam-se agora na esfera da mente apenas, sem palavra falada, de maneira telepática. À indagação de Moacir sobre o meio de propulsão da nave, a resposta foi a de que o disco voador era teleguiado por alguma base daqueles seres, não se sabendo se do próprio corpo celeste de origem daquela raça. À pergunta de Moacir sobre a razão de ter sido ele distinguido para este contato e demonstração de apreço, a resposta foi que a testemunha era dotada de inteligência diferente da se seus compatriotas.

Quando o ufonauta disse “Está na hora de você descer!”, Moacir teve sensação parecida com a de estar num elevador em descida. Não sabe como aconteceu, mas, subitamente, juntamente com o gigante, achou-se no chão, ignorando onde ficara a nave. Achavam-se os dois então na praça do Pati do Alferes em que está localizada a estação ferroviária, onde, numa das extremidades, cercado de jardim, situava-se a casa do amigo de Moacir falecido. Para lá os dois se dirigiram e, em frente à residência de Cornélio Fernandes, o estranho se despediu com um aperto de mão. Foi quando Moacir reparou então na peculiaridade anatômica da mão do gigante, pois as duas ultimas falanges de seus dedos (em quatro dos cinco) apresentavam no dorso tufos bem acentuados de cabelos louros.

Moacir enumerou-nos ainda outras particularidades morfológicas do ufonauta que o distinguiam de nossa raça, terrestre. Além da cor de cera da pele, já citada, os dentes também se diferenciavam dos nossos: Apenas duas chapas, superior e inferior, eram visíveis no lugar das arcadas dentárias, não apresentando subdivisões. Também os olhos do gigante se distinguiam dos humanos, pois não possuíam íris. Entretanto, as pupilas enormes tinham tonalidade azul clara, apresentando quase que luminosa. Parecia possuírem estruturação por fibrilas, irradiando-se do centro das pupilas para a periferia. O rosto redondo, já mencionado, fazia parte de um crânio de idêntica configuração. Porém a fronte era bem pronunciada, com o seu realce para a frente. O couro cabeludo apresentava grandes reentrâncias glabras, sendo de cabelo louro, quase branco.

Depois de despedir-se do estranho, Moacir não olhou mais para trás. Foi em frente, entrando no jardim e na casa, onde apresentou as condolências à viúva chorosa. Esta informou que o corpo do marido fora transferido para o velório à câmara dos vereadores da prefeitura da cidade vizinha de Miguel Pereira. Isso porque em vida o Professor Cornélio Fernandes fora prefeito da conceituada cidade irmã de Vassouras.

À saída da casa da viúva, Moacir sentiu como se seu estado de consciência sofresse espécie de metamorfose. Subitamente percebeu que sua mente havia eixado a espessa neblina que até então a cobria e a todas as outras coisas. Foi difícil para Moacir expressar-se para nós a respeito dessa modificação. No nosso entender, ela corresponderia ao despertar de um estado semi-hipnótico.

Embora, naquela época, fosse costume de Moacir dedicar-se à bebida, nada de alcoólico ele havia ingerido naquele dia, a essa hora noturna.

Lembra-se Moacir de que havia passado por ele uma charrete e depois viu aproximar-se o automóvel de outro amigo do morto, para dar os pêsames à viúva. Tal amigo era colega do defunto, na escola, como professor de desenho, o Coronel Vilar. Esse coronel era conhecido também de Moacir e este lhe informou logo da transferência de local do velório. Dessa maneira, Vilar nem entrou na casa da viúva, convidando Moacir a seguir com ele de carro para Miguel Pereira. No trajeto, Moacir relatou ao militar o estranhíssimo episódio que acabara de passar e reparou que o Coronel, distraído pela narrativa, quase teve um acidente de carro.

Nada de especial se tem a relatar mais dessa noite, a não ser que, na Câmara de Vereadores de Miguel Pereira, Moacir reencontrou-se com sua filha Monique, a quem ele chegou a relatar também o estranho fato, impregnando até hoje a fundo a mente da moça.

Na volta, pelas 2 horas da madrugada, o Coronel teve a gentileza de deixar Moacir no pé do morro Belvedere, em Pati do Alferes, graças À sua passagem pelo bairro Goiabal, vizinho do bairro Manga Larga, onde morava este professor.

Chegando à casa, Moacir acordou a esposa para narrar-lhe sua estranha aventura. Esta porém não lhe deu crédito, achando tudo maluquice e culpando libações alcoólicas. Virando-se para o lado, ela continuou a dormir. Moacir entretanto apanhou caderno e lápis para, naquela noite, registrar tudo por escrito, complementando ainda o relato por croquis e desenhos, infelizmente perdidos depois.

Apenas de madrugada é que Moacir chegou a cochilar um pouco, tão intensamente o episódio continuava a ocupar sua mente. Isto ainda mais porque o ufonauta lhe havia acenado com futuro reencontro. Para este, Moacir começava a formular hipotéticas perguntas como, por exemplo, sobre a crença em Deus, nos seres da raça do gigante.

A testemunha chegou a acordar mais tarde, como de costume. Mas logo foi debruçar-se na mesa sobre seu caderno de apontamentos e completa-los com mais dados sobre o episódio. Foi assim ocupado que, aproximadamente às 11 horas, a esposa indagou-lhe se podia servir o almoço que ela estava preparando no fogão a gás, à esquerda da mesa de Moacir. Respondeu ele que estava de acordo, ainda debruçado sobre seu caderno. Foi quando escutou a cadeira de pés de ferro, ao seu lado ser arrastada. Espantado, Moacir levantou a vista, dando com o gigante da noite anterior sentado à sua direita, junto à mesa. No mesmo instante, sem aparentemente se dar conta da presença do estranho, a esposa de Moacir, com movimento de passar a travessa de salada para a mesa, dirigiu-se exatamente em direção ao gigante. Simultaneamente surpreendido pelo reaparecimento do ufonauta e confuso pelo movimento da esposa em inobservância da presença deste, em gesto impaciente, ou talvez de frustração e ainda de polidez junto ao estranho, Moacir levantou-se querendo impedir a ação da mulher. Entretanto, inadvertidamente, chegou a derrubar ao chão a travessa de salada. Isto causou acre repreensão a Moacir por parte da esposa, que continuava a ignorar a presença do extraterrestre. Após serenado o bate-boca entre o casal, espantado Moacir deu por falta do gigante. Talvez desacostumado com aquele tipo de cena, tão súbita e silenciosamente como surgira, este havia decidido desaparecer de novo.

Nos links abaixo você pode acessar os artigos originais, publicados pela Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores, referentes ao caso.

 
O Encontro Misterioso
Conheça o relato de Moacir Baiano, referente à um encontro com um ser de aproximadamente 3 metros de altura, em uma área de mata, na região de Paty do Alferes, região serrana do Estado do Rio de Janeiro (RJ).

A Investigação da SBEDV
Relatório de investigação da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV).

Outras Experiências da Testemunha
Além do misterioso encontro com o humanóide gigante, Moacir Baiano teve outras experiências anômalas.

Comentários Gerais
Comentários gerais da SBEDV e do Portal Fenomenum sobre o Caso do Gigante de Paty do Alferes..

Galeria de Imagens do Caso
Galeria de fotografias, imagens e ilustrações sobre o caso.


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Referências:

- Livros
  •  

 


- Boletins
  • Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - edição 168/173, de dezembro de 1986.

 


- Artigos de Revistas
  •  

 


- Documentos Oficiais
  •  

 


- Vídeos e Documentários

 


- Sites e Blogs

 


- Outros
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